Levantamento inédito dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva revela que o medo da violência virou uma rotina de cálculos silenciosos, afetando do direito de ir e vir às decisões de estudo, trabalho e voto. Confira nossa série especial dividida em três reportagens exclusivas.
Estar em um ponto de ônibus ou em uma estação à espera do transporte público deveria ser um ato rotineiro de cidadania. Para 42% das brasileiras, no entanto, é um momento de pura vulnerabilidade e desamparo. O dado, vindo da pesquisa nacional “Segurança das mulheres: percepção da sociedade brasileira sobre a violência”, sintetiza uma realidade incômoda: a insegurança no Brasil deixou de ser um evento fortuito para se transformar em uma arquitetura diária de vigília e restrições. Ao todo, 94% das mulheres do país afirmam viver com medo da violência, e impressionantes 98% são forçadas a adotar táticas defensivas — de evitar rotas e saídas à noite até abdicar de oportunidades de trabalho e estudo.
Para dar a dimensão analítica e a profundidade que o tema exige organizamos os achados desse estudo — realizado com o apoio da Uber — em uma série especial dividida em três reportagens profundas:
○ Parte 1 — A geografia do medo e as renúncias no cotidiano: como a violência psicológica e a ameaça constante moldam o comportamento de 8 em cada 10 brasileiras, forçando o uso de táticas de autoproteção e impactando carreiras e finanças.
○ Parte 2 — O espaço público e o desafio da mobilidade: um mergulho nos números sobre o transporte coletivo, a iluminação urbana e a sensação de desproteção em pontos de ônibus, estações e locais de lazer.
○ Parte 3 — A resposta nas urnas e o recado ao Poder Público: A reprovação de mais de 70% das eleitoras à atuação dos governos e do Congresso, e como as propostas de segurança para as mulheres se consolidaram como fator decisivo para o voto.
Destaque – Série especial em três reportagens analisa os dados da pesquisa Patrícia Galvão/Locomotiva sobre a violência contra a mulher. Imagem: aloart / G. I. / IA image





