Com a saída do último morador, Governo de SP conclui desocupação de 851 famílias e avança com projeto que inclui espaço verde e nova estação de trem.
O reassentamento das famílias que viviam na Favela do Moinho, na região central de São Paulo, chegou ao fim com o atendimento total às 851 famílias cadastradas e a demolição do último imóvel da área. Do total de moradores atendidos, 645 já ocupam imóveis definitivos. Iniciada em abril de 2025, a intervenção foi conduzida pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH), por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), utilizando um modelo de atendimento individualizado e alternativas habitacionais personalizadas segundo a escolha de cada beneficiário.
A desocupação total da área abre espaço para a execução de um novo projeto de reurbanização no centro da capital. O plano prevê a criação do Parque do Moinho, um espaço público voltado ao lazer e à ampliação de áreas verdes, além da integração com melhorias na mobilidade urbana, incluindo a construção de uma nova estação de trem. O processo licitatório para o cercamento do terreno está em fase final de homologação contratual, antecedendo o edital para o desenvolvimento do projeto e execução das obras do parque.
Escuta ativa e modelo de atendimento individualizado
A estratégia adotada pela CDHU baseou-se na escuta ativa e no mapeamento das necessidades dos moradores, evitando impor uma solução única de moradia. A companhia apresentou mais de 1,5 mil opções de imóveis prontos ou em construção disponíveis no mercado, sendo mil unidades localizadas na própria região central para atender quem desejava permanecer no entorno. Os beneficiários também puderam escolher imóveis em outros bairros da capital, municípios do interior ou no litoral paulista, com teto de até R$ 250 mil por unidade.
Para viabilizar as tratativas com segurança e privacidade, a CDHU instalou um escritório de atendimento na Rua Barão de Limeira, fora do perímetro da comunidade. A estrutura registrou mais de 3 mil atendimentos antes do início do plano de desocupação e alcançou a marca de 10 mil atendimentos no primeiro ano da operação, registrando uma média de 12 reuniões por família.
Logística de transição, indenizações e parcerias
Ao longo de toda a operação de desocupação, foram contabilizadas 957 mudanças, englobando residências, pontos comerciais e serviços estabelecidos no local. A Prefeitura de São Paulo concedeu 72 indenizações financeiras a comerciantes da comunidade. Os imóveis definitivos foram entregues sem custos às famílias, fruto de parceria celebrada entre o Governo do Estado e o Ministério das Cidades. Para os moradores que optaram por unidades residenciais ainda em fase de obras, a gestão estadual disponibilizou um aporte inicial de R$ 2,4 mil como caução e um auxílio-moradia mensal no valor de R$ 1,2 mil até a entrega formal das chaves.
Com a consolidação do reassentamento e a limpeza completa do terreno, o Poder Público formaliza a transição da área de uso público, encerrando a ocupação histórica no centro da capital para dar início às obras de infraestrutura e mobilidade previstas para a região.
Destaque – Morador acompanha a demolição da última casa da Favela do Moinho, marcando o fim da ocupação na região central de São Paulo. Foto: CDHU



