Pesquisa revela reprovação massiva do Poder Público e aponta que combate à violência e ao assédio será decisivo nas urnas.


A pauta da segurança pública feminina consolidou-se como variável central no processo eleitoral brasileiro. A pesquisa nacional “Segurança das mulheres: percepção da sociedade brasileira sobre a violência”, conduzida pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva com apoio da Uber, revela que 78% das eleitoras afirmam que as propostas de enfrentamento à violência e ao assédio nas ruas e no transporte público influenciarão sua decisão de voto nas próximas eleições.

A exigência por planos de governo concretos vem acompanhada de uma crítica severa ao desempenho das autoridades e instituições constituídas. Embora 73% das mulheres apontem as polícias Militar e Civil como principais responsáveis pela prevenção do problema — seguidas pelos Governos Estaduais (69%), Governo Federal (69%) e Prefeituras (66%) —, a avaliação da atuação estatal é amplamente negativa.

Reprovação generalizada das instituições

A insatisfação da população feminina atinge patamares elevados em todas as esferas institucionais e Poderes da República:
○ Poder Legislativo: Lidera os índices de rejeição, registrando 74% de avaliação negativa;
○ Governos Estaduais: Acumulam 72% de reprovação na área;
○ Poder Judiciário: Soma 71% de avaliações negativas;
○ Governo Federal: Contabiliza 71% de reprovação no combate à violência diária.

Demandas prioritárias do eleitorado

Além da cobrança nas urnas, as mulheres indicam as ações prioritárias para reverter o cenário. A ampliação de canais de denúncia e acolhimento às vítimas é considerada urgente por 95% das entrevistadas.

Outras medidas contam com adesão quase unânime: 93% defendem a criação e ampliação de políticas públicas específicas de proteção feminina; 93% exigem ações educativas e preventivas fáticas para mudança cultural; e 92% sustentam que o enfrentamento à violência passa necessariamente pela redução das desigualdades socioeconômicas no país.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas com 16 anos ou mais em todas as regiões brasileiras, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


Destaque – Atuação dos Poderes no combate à violência contra a mulher recebe avaliação negativa da maioria das eleitoras. Imagem: aloart / G. I. / IA image


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