O “1º Censo Nacional da População em Situação de Rua”, realizado neste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com levantamento feito a partir de dados do Cadastro Único (CadÚNico), sistema do Governo Federal que identifica e mapeia famílias de baixa renda, aponta que o país tem aproximadamente 389 mil pessoas vivendo nas ruas, atualmente.

Com mais de 159 mil pessoas em condição de extrema vulnerabilidade social, o estado de São Paulo lidera o ranking, com uma larga distância do segundo e terceiro colocados, que são Rio de Janeiro (35.406) e Minas Gerais (34.849), segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Os dados acima já são alarmantes. É como se todos os moradores de alguns municípios do interior paulista, como Votuporanga ou Botucatu, por exemplo, vivessem em situação de rua. Mas, com a chegada do inverno, as baixas temperaturas acentuam ainda mais a vulnerabilidade de quem não tem um teto para se abrigar e, para enfrentar esse desafio, muitos dependem de ações sociais.

Entre tantas outras iniciativas que podem ser realizadas por governantes, instituições privadas, ONGs ou voluntários, doações de agasalhos, cobertores ou refeições quentes que ajudam a aquecer o corpo e a alma de quem vive ao relento são apenas alguns exemplos de ações sociais que, além de garantir um pouco de conforto a essa população, fortalecem os laços de solidariedade na sociedade.

A solidariedade é um ato de empatia, que se traduz na atitude de ajudar, estender a mão, apoiar e cooperar com o próximo em momentos de dificuldade. No inverno, qualquer ação que minimize o sofrimento de quem vive na rua tem um impacto muito maior do que imaginamos. É um gesto de solidariedade que reafirma o compromisso coletivo com a dignidade humana.


Clau Camargo – Advogada especialista em direito trabalhista, autora e primeira-dama do município de Arujá, tendo coordenado a Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat+) e atuado como presidente voluntária do Fundo Social de Solidariedade de Arujá.


Destaque – Imagem: Divulgação / +aloart / G.I.


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