Reassentamento das 851 famílias encerra ocupação de mais de três décadas e prepara área de Campos Elíseos para novos equipamentos públicos
A saída do último morador da Favela do Moinho encerrou o processo de reassentamento das famílias que ocupavam, há mais de três décadas, uma área de 61,3 mil metros quadrados em Campos Elíseos, na região central de São Paulo.
Ao todo, 851 famílias foram atendidas no processo conduzido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O trabalho envolveu milhares de atendimentos sociais e a apresentação de diferentes alternativas de moradia.
Segundo o Governo de São Paulo, 645 famílias já estão em moradias definitivas. As demais recebem auxílio-moradia enquanto concluem a escolha ou aguardam a entrega de unidades em construção. No total, foram registradas 957 mudanças, considerando também comércios e serviços existentes na área.
Área terá parque e nova estação
Com a desocupação, o terreno deverá receber o Parque do Moinho, com áreas verdes, espaços de convivência e equipamentos para esporte e lazer, incluindo quadras, parque infantil, academia ao ar livre, pista de skate e percursos para caminhadas e bicicletas.
A região também está prevista para receber a Estação Bom Retiro, ampliando a integração ferroviária no centro da capital. O projeto faz parte das intervenções planejadas para melhorar a conexão entre diferentes linhas da rede metropolitana.
A antiga ocupação ficou marcada por problemas de infraestrutura e por incêndios ocorridos em 2011 e 2012, que deixaram vítimas e milhares de pessoas desabrigadas.
A área do Moinho integra ainda um conjunto maior de intervenções planejadas para a região central, que inclui a transferência de estruturas administrativas do Governo de São Paulo para Campos Elíseos e a recuperação de imóveis históricos para novos usos.
Destaque – Área ocupada pela Favela do Moinho deverá dar lugar a parque público e novos equipamentos urbanos. Imagem: aloart / G. I.




