A inflação do país ficou em 0,43% em abril, após registrar 0,56% no mês anterior, de acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (9) pelo instituto.


Na feira livre, com a dúzia da banana em torno de 10 a 15 reais, o preço de 1 banana varia de 0,84 centavos a 1,25 cada. A laranja se encontra na mesma faixa. Nos supermercados, esses valores aumentam significativamente, já que as frutas são vendidas por peso. Com o quilo do café variando entre 66 a 80 reais nesses estabelecimentos, 1 colher de sopa do pó já pode alcançar as cifras de 1 real a 1,25. Um pãozinho francês está custando cerca de 2 reais cada nas padarias, dependendo da região.

Com esses números, bem básicos, é possível entender a apreensão dos consumidores. A questão que mais chama atenção é que o Brasil já foi conhecido como o país do café, dizem. Quanto às bananas e às laranjas, isso já deu margem a muitas discussões.

Alimentação continua puxando a inflação para cima

O grupo Alimentação e bebidas (0,82%) exerceu o maior impacto no índice da inflação, com 0,18 ponto percentual (p.p.). Destaque também para Saúde e cuidados pessoais (1,18%), com impacto de 0,16 p.p. O acumulado dos últimos 12 meses subiu de 5,48% em março para 5,53% em abril. No ano, o IPCA acumula alta de 2,48%. Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%. Os dados foram divulgados pelo IBGE.

O grupo Alimentação e bebidas desacelerou de 1,17% em março para 0,82% em abril. A alimentação no domicílio registrou alta de 0,83% e a alimentação fora do domicílio, 0,80%. Contribuíram para esse resultado as altas da batata-inglesa (18,29%), do tomate (14,32%), do café moído (4,48%) e do lanche (1,38%). No lado das quedas, destaca-se o arroz (-4,19%).

“O grupo alimentação é o de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exerce impacto importante. Em abril, observamos também um maior espalhamento de taxas positivas no grupo, com índice de difusão passando de 55% para 70%, porém, envolvendo subitens de menor peso”, explica Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

Em Saúde e cuidados pessoais (1,18%), o resultado foi influenciado pelos produtos farmacêuticos (2,32%), que exerceram o maior impacto positivo individual no índice geral (0,08 p.p.). Segundo Gonçalves, “o resultado é explicado pela autorização de reajuste de até 5,09% no preço dos medicamentos a partir de 31 de março”. Influenciaram também os aumentos nos itens de higiene pessoal (1,09%).

INPC tem alta de 0,48% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril. No ano, o acumulado é de 2,49% e, nos últimos 12 meses, de 5,32%, acima dos 5,20% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2024, a taxa foi de 0,37%.

Os produtos alimentícios desaceleraram de março (1,08%) para abril (0,76%). A variação dos não alimentícios passou de 0,32% em março para 0,39% em abril.

Quanto aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Porto Alegre (1,07%), influenciada pela alta da energia elétrica residencial (3,34%) e do tomate (45,96%). A menor variação ocorreu em Brasília (0,01%), com a redução de 1,69% na gasolina.

Abrangência das pesquisas

O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.


Destaque – Imagem: aloart / G I


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