Tatuapé e região, onde o comércio da insegurança prevalece em SP

Na Vila Gomes Cardim, Chácara Santo Antônio e proximidades do metrô Carrão, furtos à noite e na madrugada expõem o contraste entre a poluição sonora de vigias clandestinos e a impunidade desses e outros crimes O direito ao sossego e a garantia da segurança pública são pilares fundamentais da vida urbana que parecem ter sido revogados na zona Leste de São Paulo. Praticada à margem da lei, a atividade de vigilância noturna clandestina avançou sobre os bairros da Vila Gomes Cardim, da Chácara Santo Antônio e arredores do metrô Carrão, dentre outros. Sob o pretexto de oferecer proteção, motociclistas informais cortam a madrugada acionando sirenes e dispositivos de iluminação proibidos, privando trabalhadores, estudantes, idosos, bebês e pessoas com condições neurodivergentes — como o autismo — do descanso necessário. O paradoxo que se impõe nas áreas citadas da região do Tatuapé é gritante: enquanto o som estridente das sirenes perturba os lares a cada meia hora, criminosos especializados no furto de fiação pública, em invasões domiciliares e no roubo de veículos agem sem qualquer cerimônia. Imagens recentes obtidas por este veículo registram que a fiação de energia foi é constantemente levada em plena madrugada, exatamente no perímetro de atuação das supostas rondas de vigilância com sirenes e em frente a residências que pagam as mensalidades do serviço privado que entitula-se “dono da área”. A audácia dos criminosos e a intocabilidade...

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