Em reunião estratégica, órgãos articulam ações integradas e avaliam o papel do Núcleo de Observação e Análise Digital na proteção a menores


Representantes da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e do Ministério Público do Estado (MPSP) se reuniram nesta segunda-feira (6) com um objetivo central: estreitar a atuação conjunta no enfrentamento à violência digital que atinge crianças e adolescentes. O foco principal do encontro foi alinhar e potencializar o trabalho desenvolvido pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) no combate aos crimes praticados em ambientes virtuais.

Durante a reunião, foram apresentadas informações detalhadas sobre o mapeamento realizado pelo Noad na identificação dessas práticas criminosas na internet. O monitoramento do núcleo dedica atenção especial a casos graves e complexos, como a indução ao suicídio, a automutilação, a violência sexual e outras condutas cibernéticas que colocam a integridade de menores em situação de risco evidente.

As equipes técnicas das duas instituições aproveitaram a oportunidade para debater mecanismos práticos para ampliar a cooperação mútua. A meta é aperfeiçoar o compartilhamento de informações estratégicas e refinar os fluxos de trabalho voltados ao enfrentamento direto a esse tipo de criminalidade.

O encontro, realizado na sede da SSP-SP, contou com a presença do secretário-executivo da pasta, coronel Henguel Ricardo Pereira, e do procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, além de comitivas técnicas de ambos os lados.

“O enfrentamento à violência digital contra crianças e adolescentes exige atuação integrada entre as instituições. O diálogo permanente entre a Secretaria da Segurança Pública e o Ministério Público contribui para o compartilhamento de informações, o aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho e o fortalecimento das ações voltadas à proteção das vítimas e à responsabilização dos autores desses crimes”, destacou o secretário-executivo da SSP-SP.

Como funciona o monitoramento especializado do Noad

Desenvolvido especificamente para rastrear e monitorar ambientes digitais frequentemente explorados por grupos criminosos, o Noad conta com uma estrutura robusta. O núcleo reúne, em um mesmo espaço, policiais civis, policiais militares e peritos criminais. Essa equipe multidisciplinar atua de forma integrada na localização e identificação de vítimas, na produção minuciosa de relatórios de inteligência e no suporte técnico às investigações conduzidas pelas delegacias da Polícia Civil.

O trabalho do grupo consiste no monitoramento contínuo de plataformas digitais populares entre o público infantojuvenil. Essa vigilância técnica permite detectar situações de vulnerabilidade de forma precoce, possibilitando o acionamento imediato das unidades policiais competentes para a aplicação de medidas investigativas e de proteção às vítimas.

“Os crimes praticados em ambientes virtuais apresentam características próprios e demandam resposta técnica, rápida e articulada. O intercâmbio de informações entre as instituições amplia a capacidade de identificação de situações de risco, fortalece as investigações e contribui para a proteção de crianças e adolescentes expostos à violência digital”, explicou a delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do núcleo.


Destaque – Órgãos paulistas discutem integração no enfrentamento à violência digital contra crianças e adolescentes. Imagem: aloart / G.I.


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