O marco dos 90 anos da profissão no Brasil e o Dia do Assistente Social reforçam a importância de quem atua na linha de frente do acolhimento na maior cidade da América Latina.

Redação: AT & ASP News


Em uma metrópole como São Paulo, os desafios sociais se apresentam diariamente em múltiplas formas. Da proteção de crianças ao atendimento à população em situação de rua, do fortalecimento de vínculos familiares ao acolhimento emergencial, a capital paulista demanda uma rede socioassistencial ampla, estruturada e formada por profissionais comprometidos com o cuidado e a dignidade humana.

A celebração do Dia do Assistente Social, em 15 de maio, funciona como um momento de reconhecimento a essa categoria que atua diretamente na proteção social. Em 2026, o período ganha um significado ainda maior: a categoria celebra os 90 anos do Serviço Social brasileiro, consolidando uma trajetória marcada pela defesa da cidadania e da justiça social.

O papel do assistente social na defesa da cidadania

Mais do que uma profissão, o Serviço Social carrega o compromisso ético de compreender realidades complexas e construir caminhos para pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade. O assistente social — um especialista no comportamento humano — atua na defesa de direitos e na mediação do acesso da população às políticas públicas essenciais, como:
• Assistência social e acolhimento;
• Saúde e educação;
• Moradia e inserção no mercado de trabalho.

A data comemorativa do setor foi instituída em referência ao Decreto nº 994, de 15 de maio de 1962, que regulamentou a profissão no país e criou os Conselhos Federal e Regionais de Serviço Social (CFESS/CRESS).

Acolhimento e transformação na linha de frente

Os assistentes sociais são os profissionais que atuam nos territórios, nas ruas e nos variados serviços públicos, acompanhando diariamente quem precisa de apoio. Em muitos casos, eles são os responsáveis por oferecer a primeira escuta, identificar violações de direitos e construir estratégias de autonomia para as famílias.

Para Maria Caetano, assistente social e Coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Social (NDS) na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), a profissão tem o poder de transformar realidades por meio de encaminhamentos assertivos.

“Mais que uma profissão é uma missão. Quando eu me formei, eu pensei naquele dia, se eu fizer a diferença na vida de uma só pessoa, valeu a pena todo o esforço… E hoje, é algo que eu faço com muito esmero… sempre que eu vejo, ou por e-mail, ou no grupo, a equipe postar uma saída qualificada de uma família, e essa família não voltar, e essa família estar a mais de um ano fora da rede socioassistencial, fora do acolhimento, eu penso ‘essa é a minha missão’”.

Expansão da categoria e novos campos de atuação

Embora a atuação na assistência social e na saúde seja a mais conhecida, o campo de trabalho desses profissionais segue em expansão. Um exemplo disso é a Lei Federal nº 13.935/2019, que determina que as redes públicas de educação básica devem contar com serviços de psicologia e de assistência social.

Apesar de a presença desses profissionais nas escolas ainda estar em processo de implementação pelo país, o setor público e a SMADS reforçam continuamente a necessidade de valorizar e ampliar o alcance desses trabalhadores que cuidam de quem mais precisa.


Com informações da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS).


Destaque – 90 anos da Assistência Social: apesar de ainda não ser uma total realidade nas escolas do país, a categoria também atua de forma essencial em vários outros ramos de atividades. Foto: aloart / G.I.


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