O sistema de videomonitoramento Smart Sampa alcançou a marca de 5 mil prisões em flagrante na capital paulista desde sua implementação, em julho de 2024.
Com uma rede que já soma 50 mil câmeras, a tecnologia de inteligência artificial tem sido utilizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) para combater crimes como tráfico de drogas, assaltos, furtos e vandalismo.
Além dos flagrantes, o balanço atualizado aponta que o sistema auxiliou na captura de 3.104 foragidos da Justiça e na localização de 214 pessoas desaparecidas.
Participação de moradores e empresários
Um dos pilares do programa é a colaboração urbana. Moradores e empresários podem se conectar ao sistema, integrando as câmeras de segurança de seus condomínios ou estabelecimentos comerciais à central de monitoramento da Prefeitura.
A adesão é voluntária e voltada para equipamentos que monitorem áreas externas, como ruas e calçadas. Essa integração permite que a infraestrutura privada auxilie diretamente na segurança pública do bairro, agilizando a resposta da GCM em casos de ocorrências suspeitas.
Monitoramento em tempo real e resposta rápida
A central de inteligência, localizada no Centro Histórico de São Paulo, opera 24 horas por dia com cerca de 250 agentes. O uso de algoritmos para análise de imagens permite identificar situações atípicas com rapidez.
Exemplos recentes dessa agilidade incluem:
• Zona Oeste: Prisão por tráfico na Água Branca neste sábado (9), após agentes identificarem comportamento suspeito através do monitoramento.
• Zona Leste: Interrupção de tentativa de furto de fiação em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Parque Paulistano.
• Centro: Identificação e prisão de agressor em caso de violência contra a mulher na Rua Barão de Piracicaba, com chegada da equipe em menos de um minuto.
Como funciona a integração
Para empresas e condomínios interessados em colaborar, o processo envolve o cadastro junto à Secretaria Municipal de Segurança Urbana. Os principais requisitos técnicos incluem:
• Foco externo: As câmeras devem estar posicionadas para a via pública.
• Qualidade: Preferência por imagens de alta resolução para facilitar o reconhecimento de placas e padrões.
• LGPD: O compartilhamento de dados segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados para garantir a privacidade e segurança das informações.
Destaque – Central de Monitoramento do Smart Sampa no Centro Histórico de São Paulo. Foto: Edson Lopes Jr. / Secom



