Novo sistema de túneis na Zona Sul deve reduzir deslocamento entre a Chácara Klabin e o Ibirapuera para 3 minutos.


A construção do novo Complexo Viário Sena Madureira desponta como uma das intervenções urbanas de maior consenso entre os moradores de São Paulo. De acordo com levantamento recente do instituto Datafolha, 92% da população aprova a execução da obra, para otimizar o fluxo de veículos no importante cruzamento entre as ruas Sena Madureira e Domingos de Morais.

O impacto positivo é reconhecido pela maioria: 87% dos entrevistados acreditam que o projeto elevará a qualidade de vida na região.

A obra é vista como uma solução para um dos gargalos mais críticos da capital paulista. Atualmente, o cruzamento entre as ruas Sena Madureira e Domingos de Morais concentra um volume de tráfego que afeta não apenas o bairro, mas toda a conexão entre o Centro, a Zona Sul e o ABC Paulista.

Rapidez no trajeto e benefícios ao transporte público

O ponto central do projeto é a implementação de túneis modernos que farão a conexão direta entre as avenidas Sena Madureira e Ricardo Jafet. A estimativa técnica é que o tempo de deslocamento entre a Chácara Klabin e o bairro do Ibirapuera caia drasticamente, podendo ser concluído em apenas 3 minutos.

Esse ganho de agilidade beneficia uma cadeia extensa de mobilidade:
• Linhas de Ônibus: Com o fluxo de veículos particulares deslocado para os túneis, as vias de superfície ganharão fluidez, beneficiando diretamente os usuários das 45 linhas de ônibus que atendem a área.
• Alcance Diário: Mais de 800 mil pessoas circulam diariamente pelos eixos afetados pela obra e devem sentir a melhora na dinâmica de deslocamento.
• Integração Viária: O complexo cria uma ligação estratégica com o túnel Jânio Quadros, aproximando bairros como Ipiranga, Itaim Bibi e Morumbi.

O fator ambiental e sustentabilidade urbana

A preocupação com o impacto ambiental foi um dos pilares avaliados pela pesquisa. O Datafolha revelou que 83% dos paulistanos concordam com o compromisso de compensação ambiental assumido para a viabilização do complexo.

Para equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação, o projeto passou por um replanejamento do traçado original. Essa mudança garantiu a manutenção de 437 árvores na região. Além disso, a contrapartida ambiental prevê o plantio de mil novas mudas na Vila Mariana e de outras 114 árvores nativas da Mata Atlântica no entorno imediato da obra.

O projeto também busca harmonia com o Plano Cicloviário da cidade. Com a redistribuição do tráfego pesado para o subsolo, as vias internas do bairro tendem a se tornar mais seguras para ciclistas e pedestres, favorecendo a integração entre diferentes meios de transporte.

As vias do complexo são rotas fundamentais não apenas para quem vive na região, mas para quem se desloca entre o Centro, a Zona Sul e o ABC Paulista. Essa reorganização do sistema viário encurta distâncias, aproximando bairros como Ipiranga, Vila Mariana, Itaim Bibi e Morumbi.

Questão social e metodologia

Um aspecto sensível da obra é a necessidade de remoção de 166 famílias que vivem atualmente em situação de risco no traçado da intervenção. Segundo o Datafolha, 85% dos cidadãos apoiam a medida, que prevê o encaminhamento dessas pessoas para programas de habitação popular em locais seguros e estruturados.

A pesquisa Datafolha ouviu 1.500 pessoas, com idade a partir de 16 anos, entre os dias 22 e 25 de abril. Com uma margem de erro de 3 pontos percentuais, o levantamento consolida a percepção de que a modernização da infraestrutura é vista pela capital como um passo necessário para o futuro da mobilidade paulistana.


Destaque – Perspectiva do projeto em licitação. Foto: Prefeitura de SP


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