Com 97% concluída, ampliação do canal de Nova Avanhandava promete reduzir custos logísticos e garantir navegação mesmo em períodos de seca.
A ampliação do canal de Nova Avanhandava, na Hidrovia Tietê-Paraná, chegou a 97% de execução e entrou na fase final de vistorias antes da entrega, prevista para junho. Com investimento de cerca de R$ 300 milhões, a obra é considerada estratégica para o transporte de cargas no Brasil.
Localizado no interior paulista, o trecho conecta regiões produtoras ao Porto de Santos, principal corredor de exportação do país, e deve impulsionar o escoamento de produtos agrícolas e industriais.
Capacidade de transporte pode triplicar
Com a conclusão, a expectativa é que a capacidade da hidrovia salte de 2,5 milhões para até 7 milhões de toneladas transportadas por ano — quase o triplo do volume atual.
A intervenção ocorre entre Buritama e Brejo Alegre e inclui a remoção de cerca de 553 mil metros cúbicos de rochas ao longo de 16 quilômetros de canal. A ampliação permitirá uma largura de aproximadamente 60 metros e profundidade mínima de 3,5 metros, facilitando a navegação de embarcações maiores.
Tecnologia inédita reduz impactos ambientais
Um dos diferenciais da obra é o uso combinado de técnicas tradicionais com tecnologia de plasma, ainda pouco comum em projetos hidroviários. O método permite fragmentar rochas com mais precisão e menor impacto, reduzindo vibrações e riscos ao ambiente.
Além disso, a operação utiliza sistemas como cortinas de bolhas para afastar peixes das áreas de intervenção, contribuindo para a preservação da fauna aquática.
Outro benefício relevante está na redução de emissões: o transporte hidroviário pode emitir até 82% menos gases de efeito estufa em comparação ao modal rodoviário.
Mais eficiência e menos tempo de espera
A obra também inclui oito novos pontos de espera ao longo do canal, estruturas que ajudam a organizar o tráfego de embarcações e tornam mais ágil o processo de eclusagem — sistema que permite vencer desníveis nos rios.
Com isso, o tempo de espera pode cair em até 30%, aumentando a eficiência operacional da hidrovia.
Navegação garantida mesmo em períodos de estiagem
A ampliação do canal é considerada essencial para manter a navegabilidade mesmo durante períodos de seca, um desafio recorrente após crises hídricas recentes.
Com maior profundidade e largura, o trecho ganha mais previsibilidade operacional, reduzindo o risco de interrupções no transporte de cargas e fortalecendo um dos principais corredores logísticos do país.
Destaque – Localizada no Noroeste paulista, a hidrovia é um dos principais corredores logísticos do Brasil, conectando regiões produtoras do Centro-Oeste e Sudeste ao Porto de Santos, principal rota de exportação nacional. Foto: Governo de SP



