Seis em cada sete pessoas falam sobre os defeitos na segurança dos bairros.

Redação | AT & ASP News


A pesquisa “Viver em São Paulo: Qualidade de Vida 2026”, aponta segurança, publicada no mês de janeiro deste ano com internautas, traz recortes sobre diversos temas ligados à cidade. O levantamento do Ipsos-Ipec aponta que segurança é o principal problema para a maioria da população.

A pesquisa mostra que 71% dos entrevistados avaliam que a segurança é o maior ou o segundo maior problema da cidade. Em seguida, aparecem as áreas da saúde (24% das menções), transporte coletivo (21%), falta de áreas verdes e enchentes e inundações (estas com 15%).

Sobre a percepção geral da qualidade de vida em São Paulo, um em cada quatro respondentes diz que “melhorou um pouco” no último ano – o percentual subiu de 20% na pesquisa de 2025 para 24% em 2026. Apesar disso, dois em cada três moradores afirmam que sairiam da cidade, se pudessem, percentual que subiu de 65%, no ano passado, para 67%, em 2026.

 

Segurança nos bairros é prioridade para seis em cada sete pessoas

Com o objetivo de levantar as percepções dos internautas paulistanos sobre a qualidade de vida na cidade, as empresas públicas e, principalmente, os partidos políticos ocupam as piores posições. Chegando ao recorte que engloba a segurança, nada supera esse item, que ocupa o primeiro lugar na percepção negativa dos paulistanos.

Seis em cada sete pessoas consideram o fortalecimento da segurança nos bairros como a política pública mais importante para melhorar a sua qualidade de vida, destacando itens como mais policiamento em primeiro lugar, boa iluminação e ações para prevenir a violência, revela a pesquisa.

Ao serem perguntados sobre as políticas públicas que consideram mais importantes para melhorar a sua qualidade de vida, 63% indicam que seria o fortalecimento da segurança pública nos bairros.

Durante o dia, reforço; à noite, clandestinos

Governo e Prefeitura têm demonstrado interesse na melhoria e investem em viaturas e armamentos. No entanto, os órgãos executivos dependem de que as ações planejadas sejam implementadas.

“É expressivamente maior a proporção de internautas que citam a prefeitura e o governo estadual como instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida entre os que avaliam positivamente a gestão municipal; considerando o ranking deste público, essas instituições ficam atrás, apenas, das empresas privadas/empresários”, avaliou a pesquisa.

Nossas reportagens têm destacado que, durante as noites e madrugadas, diversos moradores se sentem inseguros ao ponto de pagar para vigias de moto ficarem acionando sirenes para “assustar os bandidos”, seja para chegarem em casa ou resguardarem seu patrimônio.

Amedrontados com a escalada da violência, os moradores aderem aos pagamentos, ficando ainda mais suscetíveis a todo tipo de armadilhas.

Em plena era digital, em que o crime organizado se infiltra até mesmo nos bastidores da política e em outros ramos, ainda há quem imagine que os bandidos se espantem com as sirenes dos vigias noturnos.

 

Em setembro do ano passado, denunciamos ao Conseg Tatuapé presencialmente que este carro com marcas de colisão e pneu dianteiro vazio ou estourado, da marca Audi Q5, cotado em cerca de R$ 300 mil, ficou parado no mesmo lugar do dia 4 de fevereiro até o fim do mês de março de 2025 na Rua Henrique Dumont; fato no mínimo estranho. No local deveriam haver rondas da PM, quando, na verdade, um vigia é que circula e se diz “dono da área”. Até hoje não houve resposta, se há outros carros e qual a avaliação da polícia para os fatos. Foto: aloimage

 

Falta de informações aumenta a insegurança

Em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) desde o dia 4 de maio, o órgão pediu um adiamento do prazo para responder (leia aqui) sobre o tema da vigilância noturna e a falta de fiscalização, entre outras questões.

Nossa equipe vem demonstrando que a vigilância e a ronda da Polícia Militar estão supostamente sendo substituídas por motociclistas com sirenes durante as madrugadas. A força policial está presente quando é acionada, mas os funcionamentos das rondas noturnas ostensivas precisam ser esclarecidos.

Apesar do tempo decorrido desde que a questão foi levada ao órgão, ainda não houve nenhuma resposta. Em um dos contatos mantidos com a assessoria no dia 7 de maio, após o prazo de prorrogação, segundo a assessoria da SSP, a demora se deve “ao levantamento” que estaria sendo feito.


Destaque – Imagem: aloart / G.I.


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