Entre o Judô e o Jiu Jitsu brasileiro: Kano e Maeda


Terça-feira | 22 de abril, 2014 | 17h13 – atualizado em 4 de fevereiro, 2019 | 11h30

Quem treina mais de oito anos, aproximadamente, para chegar à faixa preta, graduação considerada por muitos mestres como o início do caminho, sabe o quanto seria difícil tentar explicar todo o conhecimento e diversidade adquiridos nesse tempo, quanto mais através dos milênios pelos quais as artes marciais são difundidas no mundo. Portanto, este ensaio sobre artes marciais, não tem a pretensão de esgotar o assunto, nem tampouco ser definitivo por que este tema é infinito. Nesta oportunidade, tentarei resumir como o Jiu Jitsu chegou ao Brasil e à família Gracie, que difundiu essa arte pelo mundo.

Hiki-otoshi é um dos golpes do Koshiki-no-kata, que é um kata do Judo. Jigoro Kano de kimono preto aplica o golpe em Yamashita Yoshiaki.

Hiki-otoshi é um dos golpes do Koshiki-no-kata, que é um kata do Judo. Jigoro Kano de kimono preto aplica o golpe em Yamashita Yoshiaki.

 

Primeira parte

Jujutsu e o Judô. Mestres Jigoro Kano e Conde Koma.

Gerson Soares

O profundo estudo sobre o surgimento das Artes Marciais no remete a épocas ancestrais, conhecimentos advindos da observação de animais e da natureza. Mas, superficialmente falando, quando se trata deste assunto, as mais diversas técnicas surgiram para o avanço da defesa pessoal ou ataque e também para o condicionamento físico.

Os conhecimentos das artes marciais são utilizados pelos monges budistas desde a antiguidade e demonstram sua eficiência. Joseph Hubertus Pilates (1883 - 1967) os empregou com extrema eficácia e seus métodos são aplicados até hoje. Aproveitando essa difusão através dos tempos, os professores de educação física atuais também utilizam algumas técnicas de aquecimento entre outros exercícios durante as aulas, mas que são executados no Jiu Jitsu, por exemplo, há décadas.

No Japão, durante o Período Meiji (1868 a 1912), as artes marciais perdem a popularidade devido a vários fatores. Esse declínio também pode ser creditado ao uso de armas de fogo, que exerciam a mesma função de um exército treinado em artes marciais de forma mais rápida e com mais impacto. Porém, sem a mesma coragem e honra dos samurais.

Nesse processo, o Jujutsu ganhou má fama, pois com a modernização do Japão, o treinamento em artes marciais não era mais essencial para a sobrevivência da nação e com a falta de popularidade certas escolas passam a aceitar qualquer tipo de aluno, muitos deles arruaceiros, que não faziam muita questão de aprender a parte filosófica da arte marcial.

 

Mestre Mitsuyo Maeda, conde Koma, aplica golpe durante treino de Jiu Jitsu.

 

Nesse período surge Jigoro Kano, um praticante de Jujutsu que adapta a arte marcial ao seu porte físico de pequena estatura, criando assim o Judô. Kano apresentou a nova arte marcial ao imperador que a oficializou e a introduziu no treinamento da polícia japonesa. Após ter se ramificado em diversas outras artes marciais, o Jujutsu perdeu quase totalmente sua popularidade chegando quase à extinção.


2ª parte continua em O surgimento do Brazilian Jiu Jitsu


Já o Judô de Jigoro Kano ganhava cada vez mais popularidade e começou a percorrer o mundo. Um de seus alunos Mitsuyo Maeda, ou Conde Koma, viajou através das Américas e da Europa fazendo apresentações e em 1914 chegou ao Brasil, onde percorreu alguns estados fazendo demonstrações em diversas capitais, como Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, chegando ao norte do país. Em 18 de dezembro de 1915, chegou a Manaus.

Treinamento de Jujutsu em uma escola agrícola no Japão por volta de 1920.

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