Com a aproximação do calendário eleitoral, a oposição no Congresso Nacional intensifica articulações para avançar em pautas consideradas prioritárias antes que a agenda legislativa seja esvaziada pelas campanhas. Entre os principais focos estão a derrubada do veto ao Projeto de Lei (PL) da dosimetria, a CPMI do INSS, a abertura da CPMI do Banco Master, além do impeachment de ministros do STF, em especial de Alexandre de Moraes.
O calendário eleitoral está sempre em pauta para os congressistas. Eles se agitam em articulações de pautas prioritárias. Com a aproximação das Eleições Gerais de 2026 no dia 4 de outubro, para eleger deputados (federais e estaduais), senadores, governadores e vice-governadores, presidente e vice-presidente. Se houver necessidade, eventual 2º turno para a definição das disputas para presidente da República e governadores ocorrerá no dia 25 de outubro.
Foco da oposição
Em pauta, os focos principais da oposição são o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), principalmente Alexandre de Moraes — que, na opinião política, há muito ultrapassa os limites da Constituição —, veto ao Projeto de Lei (PL) da dosimetria, a abertura de uma CPMI para apurar as fraudes no Banco Master e a CPMI do INSS, que envolve esquemas de corrupção sobre os recursos previdenciários.
Carlos Jordy (PL-RJ) tem feito declarações sobre o ministro Alexandre Moraes. “Acredito que o impeachment dele é algo natural e uma questão de tempo.” A oposição também deseja colocar em pauta o impeachment do ministro Dias Toffoli.
Mesada para Lulinha
Em sua coluna na Gaeta do Povo, Deltan Dallagnol escreveu hoje (10) que existem evidências graves e convergentes contra o filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, reportagem do Estadão expôs que a Polícia Federal (PF) informou ao STF a investigação de menções diretas, documentos e indícios no escândalo bilionário do INSS. De acordo com o articulista, “trata-se de material probatório reunido pela própria PF e descrito em relatório oficial”.
Lulinha, que pode estar recebendo dinheiro que deveria ir para os aposentados, seria sócio de Antônio Antunes, o “Careca do INSS”, em um projeto de cannabis medicinal, participava de reuniões e recebia valores expressivos que podem alcançar cerca de R$ 25 milhões, além dos pagamentos mensais de R$ 300 mil.
Destaque – Imagem: aloart / G. I.



