PPP de R$ 6 bilhões prevê centralização de 22 mil servidores nos Campos Elíseos e promete transformar região central da capital.


O Governo de São Paulo realiza no próximo dia 26 de fevereiro o leilão da Parceria Público-Privada (PPP) para construção e manutenção do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos, no centro da capital. O projeto prevê investimento estimado em R$ 6 bilhões e deve centralizar cerca de 22 mil servidores estaduais atualmente distribuídos em mais de 40 endereços na cidade.

O contrato terá duração de 30 anos. O critério de escolha da concessionária será o maior desconto sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em R$ 76,6 milhões. A empresa vencedora ficará responsável pela construção, operação e manutenção do complexo, incluindo serviços como limpeza, segurança e conservação.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP). Segundo o secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif, o empreendimento deve impulsionar a requalificação da região central.

“É um projeto que resgata a importância histórica dos Campos Elíseos, aponta para a retomada do Centro e fortalece a eficiência da gestão pública”, afirmou.

Estrutura e impacto urbano

O novo centro administrativo será composto por sete edifícios e dez torres, além de espaços como teatro, auditórios e salas multiuso. O projeto arquitetônico, escolhido por concurso público nacional, é do escritório Ópera Quatro Arquitetura, que ficará responsável pelo desenvolvimento dos projetos básico e executivo.

A proposta também prevê intervenções urbanas no entorno. O Terminal de Ônibus Princesa Isabel será desativado e transferido para a Avenida Cásper Líbero, nas proximidades da Estação da Luz. Um novo terminal será construído com integração ao Metrô e à CPTM.

O plano inclui ainda o restauro de 17 imóveis tombados, ampliação em mais de 40% das áreas verdes do Parque Princesa Isabel e criação de 25 mil metros quadrados de fachadas ativas voltadas a comércio e serviços.

O projeto prevê desapropriações de imóveis residenciais. O governo afirma que acompanhará a assistência às famílias impactadas.

Empregos e sustentabilidade

De acordo com o governo estadual, a obra deve gerar cerca de 38 mil empregos durante a fase de construção e aproximadamente 2,8 mil vagas formais no comércio e nos serviços da região após a conclusão.

Os edifícios terão certificação internacional LEED Gold e devem incorporar soluções de eficiência energética e ambiental.

Considerada uma das maiores iniciativas em andamento na capital paulista, a proposta integra o conjunto de ações voltadas à requalificação do centro da cidade.


Destaque – A iniciativa, uma das maiores em desenvolvimento na capital paulista, vai reconfigurar estruturalmente a região central e modernizar a gestão pública. Foto: Governo de SP


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