Levantamento da FecomercioSP revela salto de 20% nas vendas virtuais, avanço dos pequenos negócios do Simples Nacional e protagonismo do mercado paulista
O comércio eletrônico no Brasil alcançou a marca histórica de R$ 295,6 bilhões em faturamento. O resultado representa um crescimento de 20% na comparação com o ano anterior — um acréscimo de R$ 48 bilhões em valores absolutos — e consolida a maior participação do canal digital na história do varejo nacional, passando a corresponder a 6,5% de todas as vendas do setor.
Os dados fazem parte da Radiografia do Comércio Eletrônico, estudo elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A entidade aponta que a aceleração é impulsionada pela descentralização e ampliação dos centros de distribuição (hubs logísticos), pela redução nos prazos de entrega, pelo surgimento de empresas focadas no ambiente virtual e por mudanças permanentes nos hábitos de consumo.
Expansão contínua e protagonismo dos pequenos negócios
O desempenho confirma que a digitalização do consumo ultrapassou o impulso inicial do período pandêmico. Nos anos posteriores ao momento crítico da crise sanitária, o canal sustentou altas médias de 10% ao ano, até atingir o patamar atual. Em uma perspectiva de dez anos, o faturamento do e-commerce brasileiro saltou 429%, partindo de R$ 55,9 bilhões.
Uma das principais transformações da estrutura do mercado reside no fortalecimento das micro e pequenas empresas. Os negócios optantes pelo Simples Nacional conquistaram espaço recorde no canal digital, passando a responder por 34% de todo o faturamento do comércio eletrônico no país.
São Paulo como polo fornecedor e diversificação de produtos
A pesquisa evidencia também a relevância estratégica do Estado de São Paulo no ecossistema digital. O território paulista funciona como o principal fornecedor interno do varejo online, sendo a origem de 55,8% de todas as vendas efetuadas pela internet no Brasil.
Outro ponto destacado é a diversificação das categorias comercializadas. Embora o segmento de eletrônicos e celulares mantenha a liderança em volume e faturamento, itens de reposição frequente, consumo diário e mercado editorial (como livros) ganharam espaço significativo. A consolidação do e-commerce para compras recorrentes reflete o aumento do acesso: dados do IBGE mostram que 52% da população brasileira realizou ao menos uma compra online ao longo do ano.
Destaque – Levantamento da FecomercioSP aponta crescimento do e-commerce nacional e liderança do Estado de São Paulo nas vendas virtuais. Imagem: aloart / G. I.



