O que traz felicidade?
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O que traz felicidade?

SAÚDE O que traz felicidade: Consumo, saúde ou viver num país bem governado? No Dia Mundial do Consumidor, a presidente Dilma anunciou medidas de proteção ao consumo que serão novos instrumentos legais para premiar as boas práticas nas relações consumistas e punir as más, reforçando ainda as estruturas já existentes, como os Procons. São louváveis as medidas que beneficiam o consumidor e a iniciativa da presidente, entretanto, elas não terão força alguma enquanto o modelo de gestão brasileiro privilegiar o loteamento de cargos, destinados às agências regulatórias, entre os que apoiaram a candidatura dos políticos. Há fatos que evidenciam a nomeação de executivos ligados aos planos de Saúde para ocupar postos estratégicos na ANS, Agência Nacional de Saúde Suplementar, que deveria ter isenção para regular e fiscalizar esse mercado, onde as operadores impõem sua lei e os consumidores pagam caro por um mau serviço. Os cidadãos não querem presentes ou medidas paliativas no Dia Mundial do Consumidor, eles querem ser respeitados todos os dias. Uma pesquisa do Instituto Akatu, feita com 800 brasileiros de todas as regiões do país no final de 2012 e publicada nesta semana, revela que – independentemente de fatores como classe social ou faixa etária – os entrevistados associam o conceito de felicidade mais ao bem-estar físico e emocional e à convivência social do que aos aspectos financeiros e à posse de bens. Chama a atenção que só na pergunta relacionada à saúde, em que as opções eram ter um bom plano de saúde ou ter um estilo de vida mais saudável, houve prevalência da alternativa mais relacionada ao consumo. “A resposta parece revelar não uma preferência pelo modelo consumista, mas sim uma preocupação com a precariedade do sistema de saúde. E, mais ainda, uma atitude que prioriza a segurança, pois a garantia de assistência médica em caso de necessidade vai ao encontro da primeira prioridade dos brasileiros quando pensam em sua felicidade: ter saúde”, explica Helio Mattar, presidente do Instituto. A organização internacional CI , Consumers International, reuniu, com o apoio do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), e outras 70 organizações de 58 países, os principais problemas dos consumidores no mundo. Esse estudo, realizado entre novembro de 2012 e janeiro de 2013, será parte da contribuição da CI à revisão das Diretrizes da ONU (Organização das Nações Unidas) de Proteção ao Consumidor. Os resultados demonstram que a defesa do consumidor não tem evoluído de maneira uniforme, satifastória e apontam, como problemas prioritários os serviços financeiros, seguidos de saúde e telecomunicações. Na legislação da maioria dos 58 países está reconhecida a importância da proteção ao consumidor. Em 78% das nações pesquisadas há uma...

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