Conheça os sintomas e as causas da menopausa precoce


Quarta-feira, 13 de abril de 2016 às 12h23


Normalmente, a vida reprodutiva da mulher encerra por volta dos 40 anos, quando ela chega à menopausa. Em vista da vida agitada e moderna que a maioria das mulheres vive, aproveitam para planejar a idade que desejam engravidar e quantos filhos terão. Entretanto, em alguns casos, elas veem seu cronograma modificar radicalmente devido a uma infinidade de questões – e uma delas é a menopausa precoce.

As causas são variadas e é importante saber distingui-las, pois, algumas vezes, é possível reverter o problema. Segundo o dr. Sérgio dos Passos Ramos, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), o tipo irreversível é aquele que resulta na falência ovariana prematura (FOP), a perda definitiva da função gondonal (que produz hormônios) e pode atingir outras regiões, como a tireoide e a hipófise, por exemplo.

 

Foto ilustrativa: Divulgação

Foto ilustrativa: Divulgação

 

“Quando reversível, a menopausa precoce é causada por anemia, distúrbios alimentares (como anorexia e bulimia) ou pelo uso de anabólicos”, explica o médico. Nesses casos, o tratamento é direcionado à sua origem; ou seja, é essencial que a mulher volte a ter uma alimentação normal e saudável e/ou pare de consumir substâncias inapropriadas para o ganho de massa muscular.

Dr. Sérgio comenta que a privação precoce de hormônios femininos resulta em diversos problemas para a saúde da mulher. “Isso acarreta em vários danos, como a osteoporose precoce e problemas relacionados ao colágeno, além de ter uma repercussão negativa sobre a vida sexual. Ou seja, ela sofrerá de um envelhecimento acentuado e acelerado”.

O tratamento vai depender das causas e dos sintomas. No caso da falência ovariana, é necessário se basear nas manifestações que a mulher apresenta, repondo os hormônios que ela deixou de produzir. Nos casos de FOP, é importante lembrar que a reposição não fará com que os óvulos voltem a funcionar.

Por fim, o especialista ressalta a importância de visitas regulares ao ginecologista. “A porta de entrada da mulher no sistema de saúde é por meio da consulta ao ginecologista, com o qual ela deve conversar não apenas sobre questões relacionadas ao sistema genital e sexualidade, mas também sobre tudo o que diz respeito à saúde. O profissional da ginecologia tem a capacidade de realizar o diagnóstico desses problemas e encaminhá-la para outros especialistas”, finaliza.

Fotos: Jason Nelson / Getty Images

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