O portal @alotatuape tem se esforçado para publicar notícias impactantes sobre as mudanças climáticas. Esse tema vem sendo anunciado há décadas; na verdade, o assunto é abordado pela ciência desde o final do século XIX.
O Brasil está sediando a COP30 em Belém, no Pará, mas infelizmente tem demonstrado todo o despreparo e falta de compromisso governamental, produzindo vexames internacionais. Porém, não está sozinho em questões ambientais que, com o simples pressionar de botões e links para a realização de reuniões virtuais, poderiam “economizar muito” no que diz respeito às mudanças climáticas — fato gravíssimo que ainda parece não ter atingido totalmente a mente da população mundial —, devido à lentidão com que as mudanças ocorrem. Lentidão essa que vem sendo acelerada em escalas nunca vistas.
Em artigo intitulado “A COP30 é puro ‘greenwashing’”, de Adriano Gianturco da Gazeta do Povo, uma imagem da Agência Pará simboliza o distanciamento da real urgência que o planeta vive e as COPs que chegam à Amazônia aos 30 anos de conferências e muitos gastos climáticos desnecessários.
Segundo levantamento do articulista, a estrada está sendo construída em uma zona de proteção de mananciais e afeta uma comunidade ribeirinha no Pará, estado que sedia a COP30. Para manter a refrigeração e o conforto, estão sendo usados 160 geradores movidos a diesel com combustível da Petrobrás.
A Fox News e a BBC noticiaram que dezenas de milhares de hectares da Floresta Amazônica foram destruídos durante a obra de uma estrada em Belém para a COP 30.

Em meio à COP 30, obras de estrada no meio da Floresta Amazônica, no Pará, foram alvo de críticas de Donald Trump. Foto: Marcelo Souza/Agência Pará
Outro fato destacado por Gianturco são dois navios transatlânticos destinados a hospedar 6 mil delegados internacionais; as embarcações vieram vazias e voltarão vazias à Europa depois de cumprirem sua missão, “consumindo centenas de toneladas de diesel por dia”.
O iate de luxo que hospeda o presidente brasileiro, sua esposa e assessores — que declinaram dos serviços da Marinha alegando falta de estrutura — gastará entre Manaus e Belém (ida e volta) 4.000 litros de diesel.
Mudanças climáticas não são alarmismo
Há quem diga que as mudanças climáticas fazem parte de um plano alarmista e que isso gera muito dinheiro, envolvendo cientistas. Na verdade, o alarmismo gera dinheiro para quem pretende transformar um fato de extrema gravidade, que cientificamente está comprovado, em vantagens financeiras, governamentais ou pessoais.
As correntes marítimas que circundam o planeta estão sendo afetadas, os corais, os peixes. Segundo a NASA, o gelo na Antártida está diminuindo de forma alarmante, sem precedentes históricos (leia aqui). Essa mudança pode causar alterações nunca vistas. Entidades científicas e ambientais de grande renome mundial também atestam a necessidade que a Terra clama e demonstra, muitas vezes com violência, o seu clamor.
Após seis dias de conferências da COP30, ainda é possível haver reflexões sobre diferenciar políticas e interesses governamentais das dores da Natureza – que visivelmente está sendo afetada pelas ações humanas. O luxo e a dinheirama que se gasta para promover o deslocamento e demais despesas do evento poderiam esperar.
“Nosso Planeta”
Sir David Attenborough, naturalista britânico que participou da COP24, realizada na Polônia, é o protagonista, dentre outros inúmeros trabalhos sobre a vida na Terra, da série “Nosso Planeta”. O vídeo abaixo é um resumo produzido pela Netflix Brasil. No original, Attenborough começa sua narrativa em Chernobyl, Ucrânia, que se transformou em cidade fantasma após o acidente nuclear em 1986. O motivo do local é demonstrar que a Natureza irá se recuperar, mas os seres humanos poderão sucumbir diante dela.
Assista ao documentário produzido pela Netflix: “O mundo pode acabar em 2100 | David Attenborough e Nosso Planeta”.
Destaque – Imagem: Netflix Brasil / Reprodução



