Na última terça-feira (14), foi celebrado o Dia Mundial do Café, com São Paulo reforçando sua relevância no setor por meio da produção agrícola, pesquisas e iniciativas de turismo rural.


De acordo com dados do setor, entre 80% e 90% dos cafezais de arábica do Brasil utilizam materiais genéticos desenvolvidos pelo Instituto Agronômico de Campinas, órgão ligado ao Governo do Estado. O estado também abriga o maior cafezal urbano do mundo, localizado na capital paulista.

Perspectivas para a safra 2025/26

A produção paulista de café para a safra 2025/26 está estimada em 4,7 milhões de sacas de 60 kg (282,7 mil toneladas), alta de 5,8% em relação ao ciclo anterior. O café segue como o 5º produto de maior Valor de Produção Agropecuária (VPA) no estado, com movimentação estimada em R$ 9,6 bilhões, segundo o Instituto de Economia Agrícola.

No desempenho regional, a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Franca lidera a produção estadual, com cerca de 2 milhões de sacas, o equivalente a 57,4% do total. Em seguida, a CATI de São João da Boa Vista responde por 1,1 milhão de sacas (23,6%), concentrando juntas cerca de quatro quintos da produção paulista.

Maior cafezal urbano do mundo

O Instituto Biológico (IB-APTA), ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, concluiu a etapa final de renovação do maior cafezal urbano do mundo, localizado na capital paulista. A área recebeu cerca de 900 mudas das variedades Obatã Amarela, IAC RN 125 e IAC SH3, desenvolvidas pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Com a atualização, o cafezal passa a reunir aproximadamente 3 mil plantas, utilizadas em pesquisas sobre agricultura regenerativa, manejo sustentável do solo e controle biológico de pragas. Segundo a pesquisadora Harumi Hojo, a modernização amplia a capacidade de avaliar o desempenho de diferentes cultivares em ambiente urbano.

O espaço também serve como laboratório para estudos de biodiversidade, com monitoramento de abelhas, inclusive sem ferrão, e de inimigos naturais do bicho-mineiro, praga relevante da cultura do café.

Fundado em 1927, o Instituto Biológico mantém tradição em sanidade agrícola e controle biológico. Já o cafezal, implantado na década de 1950, consolida-se como modelo experimental de práticas regenerativas, com uso de matéria orgânica, adubação verde e estímulo à biodiversidade.

 

Como visitar

O Instituto Biológico fica localizado na Av. Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, na Vila Mariana – São Paulo/SP.

As visitas ao cafezal são gratuitas e devem ser agendadas via formulário disponível no Instagram @cafezalurbanoib.

IAC

O Instituto Agronômico (IAC-APTA) contribui para a cafeicultura brasileira com os programas de melhoramento por materiais genéticos, como cultivares imunes à ferrugem e tolerantes à seca. Também realizam ações sobre cafés especiais, e fazem transferência de tecnologia por meio das redes digitais.

Conheça as Rotas do Café

Rotas do Café de São Paulo completam 1 ano e fortalecem turismo cafeeiro

As Rotas do Café de São Paulo completam um ano de atuação como iniciativa de fomento ao turismo ligado à cafeicultura no estado. O programa é coordenado pela Casa Civil e pela InvestSP, em parceria com as secretarias estaduais de Agricultura e Abastecimento, Turismo e Viagens, Desenvolvimento Econômico e Cultura, Economia e Indústrias Criativas.

A ação reúne 57 atrativos turísticos distribuídos em 25 municípios paulistas, organizados em cinco rotas temáticas, além de destinos independentes ligados ao setor.

O circuito inclui propriedades históricas de antigos barões do café, museus, cafeterias premiadas e centros de pesquisa abertos à visitação, reforçando a integração entre cultura, história e a cadeia produtiva do café em São Paulo.

As rotas estabelecidas são:
• Rota Cuesta, Itaqueri e Tietê Paulista (que abrangem municípios como Brotas, Dois Córregos e Dourado);
• Rota Circuito das Águas Paulista (Serra Negra, Monte Alegre do Sul, Amparo e Campinas);
• Rota Mantiqueira Vulcânica Paulista (Caconde, Espírito Santo do Pinhal e Águas da Prata);
• Rota Mogiana Paulista (Franca, Pedregulho, Patrocínio Paulista e Cristais Paulista)
Rota Alta Paulista (Marília e Garça).


Destaque – A previsão estimada para a safra 2025/26 é de 4,7 milhões de sacas de 60 kg. Imagem: aloart / G. I.


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