Polícia Federal quer ouvir Lula e ex-ministros no escândalo do Petrolão
set11

Polícia Federal quer ouvir Lula e ex-ministros no escândalo do Petrolão

O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Antes de tomar uma decisão, Zavascki deverá pedir parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a viabilidade dos depoimentos.

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Petrolão: executivo da Setal, Mendonça disse ser vítima
abr27
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Petrolão: Juiz ouve testemunhas de defesa da Camargo Correa e da UTC Engenharia
mar02

Petrolão: Juiz ouve testemunhas de defesa da Camargo Correa e da UTC Engenharia

Segunda-feira, 2 de março de 2015, às 18h49 O dia começou com muita dor de cabeça para os empresários envolvidos nos superfaturamentos e fraudes nos contratos da Petrobras. Até o final da semana, o cerco deve apertar ainda mais. Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo O juiz Sérgio Moro da 13º Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos envolvendo a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, ouviu hoje, testemunhas de defesa na ação penal que investiga a participação das empreiteiras Camargo Correa e UTC Engenharia – e seus executivos – no esquema de fraude em contratos da Petrobras. Pela manhã, estão previstos os depoimentos, por videoconferência, das testemunhas André Porto Alegre, Vander Lopes Cardoso, Ricardo Bianchini, Hermano Medeiros, Márcia Kodaia, Carla Caroli, Leonarda Mitrulis, Alexander Santos. Eles foram indicados pela defesa do vice-presidente da empreiteira Camargo Corrêa Eduardo Hermelino Leite, preso na sétima fase da Operação Lava Jato. Em depoimentos à Justiça, Alberto Youssef, apontado como operador do esquema investigado pela Lava Jato, e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costas, citam o empreiteiro Eduardo Hermelino Leite como um dos articuladores do cartel de empresas formado para superfaturar contratos da estatal. Também serão ouvidos na manhã de hoje Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Julio Gerin de Almeida Camargo, testemunhas dos empresários Dalton dos Santos Avancini, presidente da Camargo Correa e João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Correa. Na noite de sexta-feira (27), Avancini e Eduardo Leite assinaram acordos de colaboração com a força-tarefa do Ministério Público Federal, que investiga fraudes em contratos das empreiteiras com a Petrobras. Em troca de redução de pena e outros benefícios, os empresários se comprometeram a contar o que sabem do esquema. Até agora, foram fechados 13 acordos de delação premiada. À tarde, prestam depoimento o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, o empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, o doleiro Alberto Youssef e o empreiteiro Julio Camargo. Também serão ouvidas pelo juiz Sérgio Moro as testemunhas arroladas pela defesa de Cerveró, Marcio Anselmo e Erika Mialik...

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Nova CPI do Petrolão: coitada da raposa
fev27

Nova CPI do Petrolão: coitada da raposa

Sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015, às 18h34   O que se poderia esperar de uma CPI, cujos investigadores podem se tornar os investigados?     Gerson Soares Ontem (28) foram definidos os membros da CPI instalada na Câmara dos Deputados para investigar a roubalheira na Petrobrás. Dos 27 deputados que farão parte da Comissão, 15 receberam doações das empreiteiras envolvidas no escândalo do Petrolão, investigado pela Polícia Federal. Nunca as fábulas e os contos de fadas foram tão verdadeiros. A falta de ética dos parlamentares que receberam doações milionárias é notória. A raposa que toma conta do galinheiro nas histórias infantis, pobre personagem de fantasia, jamais imaginaria que sua imagem seria tão denegrida. Leia também: CPI da Petrobrás elege deputados do PMDB e do PT para presidente e...

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Petrolão: a ponta do iceberg
dez17
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Apesar de se manter no poder, Petrolão é mácula no governo do PT
nov10

Apesar de se manter no poder, Petrolão é mácula no governo do PT

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, às 17h46 Mesmo conseguindo a proeza de se manter no poder com os votos do Norte e Nordeste do país, antes mesmo de iniciar o novo mandato o partido da presidente Dilma Roussef (PT) deixa outra mácula na história da corrupção no país, conforme o que foi apurado até agora sobre o escândalo da Petrobras na operação Lava-Jato da Polícia Federal. Gerson Soares As denúncias de gastos e superfaturamento da Copa do Mundo ficaram para trás. O Mensalão é fichinha, mas espalha seus tentáculos. Já o escândalo da Petrobrás, nessas proporções é inédito e gigantesco. Segundo o comentarista Reinaldo Azevedo da rádio Jovem Pan, divulgou hoje, os “peixes médios” envolvidos querem devolver a quantia de 500 milhões de reais para amenizarem suas penas. “Imaginem os peixes grandes”. O comentarista ainda lembrou que os políticos envolvidos no Mensalão já cumprem penas domiciliares, enquanto os demais envolvidos estão na cadeia. O caso já está sendo investigado criminalmente pelo departamento de Justiça dos EUA para saber se houve alguma violação da lei anticorrupção americana e no âmbito civil pelo Securities and Exchange Comission (SEC – órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais), divulgou O Estado de São Paulo, com reportagem do jornal britânico Financial Times. Até dezembro, o PSDB do candidato derrotado à presidência Aécio Neves, poderá apresentar um relatório paralelo ao da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Petrobras. A informação foi dada nesta sexta-feira (7) pelo deputado Izalci (PSDB-DF), vice-líder do partido, informou a Agência Câmara. “Já sabemos que houve cartel, superfaturamentos, vários aditivos maiores do que os contratos originais, notas emitidas por empresas fantasmas e desvios”, disse Izalci. Ele afirmou que ainda falta saber, no entanto, para onde foi o dinheiro e quais autoridades foram beneficiadas. Existem coisas na política brasileira das quais qualquer um duvida. Como por exemplo, o relatório oficial da CPMI da Petrobras a ser votado em dezembro. O documento deverá ser elaborado pelo deputado Marco Maia do PT-RS, o partido sob o qual recaem as luzes da investigação. O relator disse na semana passada ter feito um acordo para focar o período restante de trabalho nas irregularidades da Petrobras relacionadas ao esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas investigado na Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. Isso exclui depoimentos de políticos, tesoureiros e dirigentes partidários que possam estar citados nas delações premiadas de Costa e Youssef. “Foi um acordo político feito por todos os presentes, de todos os partidos”, disse Marco Maia ao repórter José Carlos Oliveira da Agência Câmara. Segundo essa mesma reportagem, os líderes do PSDB, do DEM, do PPS e do...

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Vice-presidente eleito do país minimiza investigação do Petrolão, diz Estadão
nov10

Vice-presidente eleito do país minimiza investigação do Petrolão, diz Estadão

Segunda-feira, 10 de novembro de 2014, às 16h30   O vice-presidente Michel Temer, minimizou na manhã de hoje (10), a investigação que está sendo realizado pelos Estados Unidos, a respeito dos desvios de verbas da Petrobras, divulgou O Estado de São Paulo. Segundo o jornal, Temer, afirmou que “o Brasil já investiga o caso”. Repercutindo mundialmente, o escândalo que envolve o PT, partido da presidente reeleita Dilma Roussef, pode levá-la ao impeachment. Nesse caso, assumiria o vice-presidente Michel Temer, que usou o chavão da presidente durante o 66ª reunião da Frente Nacional de Prefeitos em Campinas: “doa a quem doer”, referindo-se aos investigados e envolvidos e às punições que lhes possam ser imputadas.   Assuntos relacionados Dilma e Lula sabiam de tudo sobre o Petrolão, diz Yussef É a lama, é a lama, é a lama…...

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Dilma e Lula sabiam de tudo sobre o Petrolão, diz Yussef
out24
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Corrupção, basta!
maio26

Corrupção, basta!

No acompanhamento jornalístico da política nacional há mais de 36 anos, podemos afirmar que jamais a geração que hoje ocupa a faixa dos 50 aos 60 anos, viu tanta sujeira. A ilustração desta matéria, criada em 2015, faz alusão à opinião da imprensa brasileira e internacional ao compararem as proporções dos escândalos do mensalão, petrolão e o que pode vir do BNDES – apesar do fracasso da CPI instalada em 2015.

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CGU abre processo contra mais cinco empresas da Lava Jato
abr02

CGU abre processo contra mais cinco empresas da Lava Jato

Quinta-feira, 2 de abril de 2015, às 20h58   Da Agência Brasil – A Controladoria-Geral da União (CGU) determinou a abertura de processo administrativo contra mais cinco empresas envolvidas na Operação Lava Jato. Com essas ações, chega a 29 o número de empreiteiras com processos por suspeita de irregularidades. As informações constam de nota divulgada pela assessoria da CGU. As empresas serão notificadas nos próximos dias. Caso sejam responsabilizadas, elas podem ser multadas e impedidas de celebrar novos contratos, entre outras penalidades. Os processos foram abertos contra a Techint Engenharia e Construções Ltda, NM Engenharia e Construções Ltda, Construcap CCPS Engenharia e Comércio S/A, Niplan Engenharia S/A e Jaraguá Equipamentos Industriais Ltda. De acordo com a CGU, novos processos podem ser abertos contra outras empresas. CPI da Petrobras O depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, deve ocorrer no dia 23 de abril. Antes, a comissão deve ouvir, no dia 16, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. A CPI aprovou a convocação de Vaccari na semana passada, durante reunião deliberativa em que também foram aprovados mais de 100 requerimentos de convocação para depoimentos, quebra de sigilos e de compartilhamento de documentos e informações. Entre os requerimentos aprovados também está o da ex-gerente de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da...

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Ministério Público denuncia tesoureiro do PT e mais 26 investigados na Lava Jato
mar16

Ministério Público denuncia tesoureiro do PT e mais 26 investigados na Lava Jato

Segunda-feira, 16 de março de 2015, às 17h06 André Richter – Repórter da Agência Brasil Edição: Nádia Franco O Ministério Público Federal (MPF) denunciou hoje (16) à Justiça Federal em Curitiba 27 investigados na Operação Lava Jato. Entre eles estão o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o ex-gerente da estatal Pedro Barusco, além outros investigados na décima fase da operação, deflagada hoje (16). Entre os denunciados também estão o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e executivos de empreiteitas, já investigados em outras fases da Operação Lava Jato. Todos são acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupçao. As acusações serão julgadas pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. Na denúncia, os procuradores apontam novos desvios de recursos em contratos com a Petrobras. Desta vez, as obras investigadas foram a Refinaria Getúlio Vargas, em Araucária, no Paraná, e na Refinaria de Paulínia, em São...

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“Fora, Dilma”: o povo tem foco, quem está desfocado é o governo
mar16

“Fora, Dilma”: o povo tem foco, quem está desfocado é o governo

Segunda-feira, 16 de março de 2015, às 08h15 Centenas de milhares, que somaram quase dois milhões de pessoas – um milhão só em São Paulo – foram às ruas para exigir que o governo mude suas políticas e que está enganado na forma de exercer o poder a ele concedido. Com brados de “Fora, Dilma”, pediram a saída da presidente, eleita há menos de cinco meses. Gerson Soares Sem saber avaliar o número de manifestantes envolvidos nos protestos que ocorreram ontem em todo o país, o governo do PT menosprezava as concentrações populares em capitais como o Rio de Janeiro, chegando a dizer que as manifestações não tinham foco. Até que São Paulo demonstrou mais uma vez toda a sua pujança cívica. Por volta das 14h e daí em diante, a Avenida Paulista e seus arredores, na capital do estado de São Paulo, foi tomada por pessoas que tinham um objetivo e estavam totalmente focadas em demonstrar sua insatisfação quanto ao governo, que por falta de discernimento postou uma nota no facebook do Ministério da Justiça, classificando as mais de 600 mil pessoas de estarem promovendo o ódio. Esse número alcançou mais de 1 milhão (dados da Polícia Militar) e foi sendo composto ao longo da tarde por donas de casas, bebês, crianças, jovens, pais, avôs, vovós, filhos, sobrinhos e netos, tios. Tivessem eles sacadas gourmets, carrinhos de pipoca ou coragem para permanecer com seus comércios abertos, lá estavam unidos para dizer basta de tanta corrupção e descaramento. Compareceram vendedores de água e refrigerantes, certamente não faltaram os guardadores de carros e ainda outros carregavam cruzes, simbolizando bem a carga que o lulopetismo depositou nos costados dos brasileiros, na avaliação dos seus 12 anos de governo.   Veja as demais imagens em nossa página do Facebook e no Google+   No início da noite, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o secretário-geral da presidência Miguel Rossetto, vieram a público para dizer que a manifestação era daqueles que não votaram em Dilma Roussef, que terminou o primeiro mandato em alvoroço e agora está desorientada, à frente de um gigante como o Brasil, que sem rumo requer comando. O cinismo, com que o governo tem tratado assuntos de suma importância, tais como os econômicos, de justiça e as apurações do Petrolão, é digno de admiração e espanto. Na coletiva de imprensa em Brasília, Cardozo e Rossetto, disseram os porta-vozes que o governo vai anunciar medidas, ainda nesta semana, mas não citaram quais, nem o tipo de providências que seriam tomadas. Questionado sobre a publicação no facebook de ser a manifestação deste domingo promovida por quem tem ódio ao governo,...

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Gabrielli: Palestra técnica no lugar de respostas
mar13

Gabrielli: Palestra técnica no lugar de respostas

Sexta-feira, 13 de março de 2015, às 19h13 Parece brincadeira, mas não é! Gabrielli foi brincar na CPI da Petrobrás. Gerson Soares O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, depois de fazer uma palestra técnica, gastou um tempo precioso para quem tem pressa em apurar o escândalo do Petrolão. À conversa fiada do ex-presidente, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), disse desconfiado: “parece estar combinado com o relator”, referindo-se ao deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). De fato Gabrielli provocou a paciência dos membros da CPI, ao falar do que não interessava a ninguém durante as perguntas reservadas prioritariamente ao relator. “E eu não estou gostando disso”, completou Lorenzoni, lembrando a CPI dos Correios, onde de acordo com ele “estava tudo combinado”. Gabrielli disse que é impossível saber como o dinheiro é desviado na Petrobras, já que saia dos caixas das empresas envolvidas, no que foi desmentido. Afirmou que a compra da Refinaria de Passadena, estopim da derrocada da atual gestão da empresa, foi um bom negócio. “Foi um ótimo negócio”, disse o ex-presidente, que foi chamado de incompetente ou conivente com a roubalheira na Petrobras. “Ou o senhor é um incompetente de mão cheia ou é um dos capos. Pedro Barusco devolveu 97 milhões de dólares que não eram dele. Eram seus?”, perguntou o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). “O senhor tinha que ter vergonha. O senhor é cúmplice de um assalto de proporções gigantescas”. Na próxima quinta-feira (19) está marcado o depoimento do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, que chegou a ser preso e depois solto por decisão do Supremo. Ao contrário de Barusco, que se limitou a responder às perguntas dos parlamentares, Gabrielli enrolou e brincou. Sínico,...

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Por um país melhor  e mais unido milhares poderão se reunir domingo
mar12

Por um país melhor e mais unido milhares poderão se reunir domingo

Quinta-feira, 12 de março de 2015, às 13h21 Em todo o Brasil, os opositores ao governo petista de Dilma Roussef pretendem se manifestar, entre eles um dos partidos que mais lhes faz oposição, o PSDB. A corrupção, a degradação moral e o enfraquecimento das instituições mais importantes do país, como o próprio STF (Supremo Tribunal Federal) está sendo divulgada na mídia não só do Brasil, mas em países como Inglaterra, Espanha, Itália, França e Estados Unidos. A revolta com o descaramento político assola a opinião mundial. De acordo com o regimento interno, pela falta de indicação de um nome para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (cabe ao Poder Executivo do país essa indicação que ainda não foi feita), o presidente ministro Ricardo Lewandowski (indicado pelo ex-presidente Lula) aprovou ontem (11) a transferência do ministro José Antonio Dias Toffoli da primeira para a segunda turma. Portanto, passando ele a ser o mais novo membro dessa turma, conforme a tradição do STF deverá presidir o julgamento do escandaloso caso Petrolão. Ocupando a vaga de assessor da Casa Civil, quando o Ministro da pasta era José Dirceu – condenado no Mensalão –, durante a presidência de José Inácio Lula da Silva, foi indicado por este para ocupar uma vaga no STF. Toffoli fez carreira na área jurídica do PT e foi advogado do partido. Conforme divulgado pela revista Veja, em 2013 foi dele a iniciativa de patrocinar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma espécie de “lei da mordaça” para o Ministério Público Eleitoral, a PEC 37 (Proposta de Emenda Constitucional 37/2011). A norma estabelecia que os promotores e procuradores precisam de autorização prévia do juiz eleitoral para abrir uma investigação, com exceção dos casos de flagrante delito e ficou conhecido entre eles como “PEC da impunidade”. Manifestações em todo o país pressionaram o Congresso e impediram que a medida fosse à frente. O fenômeno das manifestações de 2013, que marcou a história brasileira, começou contra os aumentos das tarifas dos ônibus e se espalhou pelas capitais em todo o território nacional. Nas faixas, uma das reivindicações era o “não” para a PEC 37. Em 2014, manifestantes foram vistos protestando contra a Copa do Mundo, a Fifa e suas exigências e pedindo “Padrão Fifa” para a saúde, educação, segurança. Em 2015, estamos prestes a presenciar manifestantes que desejam moral na política e mudanças; sempre elas a movimentar a opinião pública. Essas alterações no comportamento dos políticos, que possuem a função de governar o país e o fim dos escândalos de corrupção, poderão levar a algum resultado se houver organização e entendimento entre os que assim desejam um país...

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O peso do voto no país do futebol e o impeachment
mar09

O peso do voto no país do futebol e o impeachment

Segunda-feira, 9 de março de 2015, às 09h25 – atualizado às 17h39 Quatro meses após ser eleita pelas urnas, Dilma Roussef é execrada nas principais capitais do país com panelaço. Gerson Soares Quando os brasileiros se julgam um povo alegre, hospitaleiro e feliz estão certos. Quando o povo se diz abençoado por morar num país tropical de belas paisagens não há como negar. Mas há de se admitir: a política não é o seu forte. Há quatro meses, depois de tantos desencontros que o último ano da primeira gestão da presidente Dilma Roussef proporcionaram, apenas os mais otimistas acreditavam em sua vitória nas eleições passadas contra forças como Aécio Neves e Marina Silva. A economia dava o tom com nítidos sinais, como a queda da produção industrial e diversos setores desconfiados daquilo que viria de um governo desgastado com várias acusações de corrupção, a vergonhosa impunidade no caso do Mensalão e o fracasso da Copa do Mundo, além das verbas destinadas à construção de estádios, com exigências que ficariam conhecidas como padrão Fifa. O trocadilho foi usado para pedir melhorias na saúde, educação e segurança nos mesmos padrões.     No país onde o futebol é venerado, ao ponto de que durante o panelaço promovido na noite de ontem (8), manifestantes e torcedores se confundissem entre qual era o motivo da barulheira, a humilhante e histórica derrota por 7 x 1 para a Alemanha na Copa do Mundo – promovida a peso de ouro no Brasil – deu esperança aos opositores do governo. Contavam que ela não conseguiria se reeleger com tantos desafetos, apaixonados pelo futebol. Porém, distanciados da política. Poucos dias antes do segundo turno das eleições do dia 26 de outubro de 2014, a revista Veja noticiou um escândalo bombástico, desvendado pela Polícia Federal, de que a presidente e candidata Dilma Roussef e o ex-presidente Lula sabiam dos desvios e fraudes na Petrobras. Numa tentativa de abafar o caso, o PT ainda tentaria impedir a circulação da revista, que ganhou repercussão em todo o território nacional. Mas nada disso foi capaz de demover a opinião de metade do país, que elegeu Dilma Roussef e o PT para mais quatro anos. Ontem, a presidente pediu calma ao povo e culpou novamente o alarmismo das notícias – apesar da inflação em alta, baixo crescimento da indústria, crises energética e hídrica, e da palavra impeachment. Seu partido, que representou em fala tradicional no Dia Internacional da Mulher, atribui à burguesia as manifestações contrárias ao governo. Atualmente conhecida e comentada na imprensa mundial, a Operação Lava Jato da Polícia Federal, praticamente veio a público com a prisão do doleiro Alberto Youssef,...

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PGR envia ao Supremo lista com os nomes dos envolvidos na Operação Lava Jato
mar04

PGR envia ao Supremo lista com os nomes dos envolvidos na Operação Lava Jato

Quarta-feira, 4 de março de 2015, às 13h04 Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil Edição: Aécio Amado O Procuradoria-Geral da República protocolou na noite de ontem (3), às 20h11, no Supremo Tribunal Federal (STF), a lista com pedidos de abertura de inquérito a fim de investigar pessoas suspeitas de envolvimento no caso de corrupção da Petrobras. Eles foram citados nos depoimentos da Operação Lava Jato. Constam, no total, 54 nomes de investigados, e 28 pedidos de abertura de inquérito. Nem todos têm foro privilegiado. Além disso, foram feitos sete pedidos de arquivamento. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. Em depoimentos de delação premiada, prestados no Ministério Público Federal e na Polícia Federal, o doleiro Alberto Youssef citou nomes de autoridades com foro privilegiado, como deputados federais e senadores, que, segundo o doleiro, receberam doações em dinheiro oriundo do esquema de corrupção. Para ter validade, a delação premiada aguarda homologação do ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da Operação Lava Jato no Supremo. As informações prestadas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, por meio de delação premiada, também serão analisadas na formulação de denúncia dos...

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CPI da Petrobras abre protocolo com 180 pedidos de requerimento
mar02

CPI da Petrobras abre protocolo com 180 pedidos de requerimento

Segunda-feira, 2 de março de 2015, às 18h49 A operação Lava Jato força políticos brasileiros a retroagirem no tempo para lavarem a roupa suja. País precisa de limpeza. Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Edição: Armando Cardoso A oposição na Câmara dos Deputados dominou o período de abertura para protocolo de pedidos de requerimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, com mais de 180 pedidos até o fim da manhã de hoje (2). Os partidos recordistas são o PSDB, que protocolou, logo no início da manhã, 57 requerimentos, e o DEM, com 51 pedidos. O PPS e o PSOL protocolaram, respectivamente, 23 e 16 requerimentos; e o PT, 17. O início do prazo de abertura dos pedidos foi anunciado pelo presidente da comissão, Hugo Motta (PB), na última quinta-feira (26), quando a CPI foi instalada. Os tucanos e os parlamentares do PPS pediram a criação de sub-relatorias na CPI. Caso sejam aprovadas, as sub-relatorias podem reduzir o papel do relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O PSDB e o PPS requereram também a convocação do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco. Barusco afirmou também que começou a receber dinheiro do esquema de pagamento de propina entre 1997 e 1998, ainda durante o governo Fernando Henrique Cardoso. O pedido antecipa-se à intenção do PT de pedir a convocação do ex-gerente e de aumentar o período de invetigações na Petrobras para o mandato de Fernando Henrique (1995-2003). Além de Barusco, o PPS quer a convocação dos ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci, do senador Fernando Collor (PTB-AL), do tesoureiro do PT, João Vaccari, e do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque. O PT também quer convocar Barusco e Duque, além de José Sergio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras Entre os pedidos do PSOL, destacam-se o de convocação do também ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto...

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CPI da Petrobras elege deputados do PMDB e do PT para presidente e relator
fev26

CPI da Petrobras elege deputados do PMDB e do PT para presidente e relator

Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015, às 17h42 Apesar de ter como relator um membro do PT – partido que segundo as apurações estaria no comando das ações que levaram ao escândalo da Petrobras –, oposição consegue instalar uma segunda CPI sobre o Petrolão. Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg A reunião de instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) destinada a investigar a prática de atos ilícitos na Petrobras confirmou os nomes dos deputados Hugo Motta (PMDB-PB) e Luiz Sérgio (PT-RJ) na presidência e relatoria do colegiado. Motta foi eleito com o voto de 22 dos 27 integrantes da comissão. Ele concorreu com o deputado Ivan Valente (PSOL-SP), que apresentou candidatura avulsa e recebeu quatro votos. Um voto foi em branco. No início da reunião, Valente também apresentou uma questão de ordem questionando a indicação de parlamentares que receberam doações para a campanha de empresas investigadas na Operação Lava Jato integrar a comissão. O partido pediu a saída desses parlamentares da comissão, ao questionar a isenção de quem recebeu os recursos para apurar irregularidades envolvendo a estatal. A CPI terá prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, que podem ser estendidos por mais 60 dias, por decisão do plenário. A finalidade do colegiado é investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da Petrobras, relacionados a superfaturamento e à gestão temerária na construção de refinarias no Brasil, entre outras denúncias envolvendo a estatal. A comissão foi proposta principalmente por deputados de partidos de oposição para continuar as investigações sobre as denúncias de corrupção na empresa de 2005 a 2015. Após depoimento do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, um dos presos pela Operação Lava Jato, segundo o qual o esquema de corrupção e pagamento de propina começou em 1997, o PT decidiu pedir que também seja investigado o período em que Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República...

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Salve, salvem um país: impeachment é pouco
fev25

Salve, salvem um país: impeachment é pouco

Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015, às 16h51 Gerson Soares Vamos parar de hipocrisia, impeachment é pouco para uma administração que deixa uma nação caminhar sem rumo. As notícias são alarmantes e parece que o Brasil descarrilou de vez. Qualquer país que leve a sério as leis, a ordem e o progresso, a presidente Dilma e todos os envolvidos no caso do Petrolão já estariam fora de ação, levados aos bancos dos réus e afastados do poder. A improbidade administrativa não deixa dúvidas da incapacidade de governar. A vitória nas eleições foi uma calamidade, a ânsia do poder pelo poder e nada mais.     Fábricas demitindo funcionários e uma expectativa negativa de vendas em diversos setores, a população acuada pela alta dos preços começa a perceber que ter reeleito Dilma Roussef e colocado o PT no poder por mais quatro anos pode levar o país a um desastre que começa nas barracas das feiras livres, onde nem as mercadorias estão chegando, devido à greve dos caminhoneiros. A palavra impeachment já se tornou de uso comum no Palácio do Planalto, tanto pelos assessores de Dilma quanto pelos opositores ao seu governo. Nas redes sociais, a população prepara um manifesto para o dia 15 de março. A Polícia Federal desmascara a cada dia uma das operações mais escandalosas comandadas por um partido político, aliado a outros tantos, para fraudar e surrupiar a Petrobrás, levando acionistas e investidores a perdas nunca vistas. Portanto, o que mais falta para que esse governo admita que está provocando uma regressão em diversos setores? Faltaria algo que não vai acontecer, ou seja, Dilma renunciar ao cargo e deixar que o Brasil siga seu rumo, tirando do seu caminho o peso petismo, que já demonstrou o que é capaz de fazer com o poder. Notícia veiculado ontem (24) pela Band News mostra um orçamento da Marinha no Rio de Janeiro, onde podem ser gastos mais de 390 mil reais somente com bebidas alcoólicas, e onde um pedaço de torta de frango que será servido aos militares chega aos 18 reais, enquanto no supermercado não passa dos 9 reais, um equívoco administrativo inaceitável. Enquanto isso, a mesma emissora exibiu pouco antes, a situação dos pacientes que precisam de hemodiálise. As clínicas vinculadas ao SUS ameaçam com o encerramento do serviço que está custando em torno de 240 reais, mas o Governo Federal só paga 179 reais por paciente e ainda assim atrasando o repasse dessas verbas. Uma senhora que mal conseguia se locomover deixou a seguinte pergunta: “O que eu faço?”.     O que nós faremos? Seria ainda mais abrangente, pois estes são apenas alguns exemplos...

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nov12

Oposição acusa presidente da CPMI de manobra para não votar convocações

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, às 18h03 A oposição negou a existência de um acordo para evitar a convocação de políticos na comissão de inquérito. Reportagem – Thiago Marcel Edição – Regina Céli Assumpção Com informações da Agência Senado Agência Câmara – Parlamentares da oposição acusaram o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), de montar “uma farsa para encerrar a reunião de hoje sem a votação de requerimentos que convocam autoridades ligadas às denúncias contra a estatal. O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), disse que Vital do Rêgo inverteu, propositalmente, a ordem dos trabalhos da comissão para permitir que a reunião fosse encerrada sem a análise dos requerimentos, depois do depoimento do gerente de Contratos da Petrobras, Edmar Diniz Figueiredo, que falou sobre o suposto esquema de pagamento de propina a funcionários da estatal pela companhia holandesa SMB Offshore. A reunião da CPMI foi encerrada após quatro blocos de perguntas sobre o suposto esquema. Segundo as denúncias, o pagamento seria para facilitar negócios com a SBM Offshore, empresa holandesa que fornece navios-plataformas. Os contratos da SBM com a Petrobras somam 27 bilhões de dólares. O presidente da CPMI disse que foi obrigado a encerrar os trabalhos da comissão após o início da Ordem do Dia no Plenário do Senado. “Eu fiz a minha obrigação, não houve manobra”, defendeu-se Vital do Rêgo, que convocou uma nova reunião para a próxima terça-feira (18). A oposição desejava aprovar requerimentos de convocação do presidente licenciado da Transpetro Sérgio Machado; do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque; do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto; do empresário Leonardo Meirelles; da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR); e do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Questão de ordem Bueno afirmou que a CPMI deveria ter votado primeiramente alguns requerimentos, além da questão de ordem apresentada pelo deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), para só então prosseguir com o depoimento de Figueiredo. “Mas houve uma manobra política do presidente para encerrar a reunião”, acusou. A questão de ordem pedia a convocação de uma reunião extraordinária da comissão ainda nesta terça-feira. A votação de requerimentos, que deveria ter ocorrido antes da audiência o gerente da Petrobras, acabou adiada por falta de quórum. Mas, segundo Lorenzoni, o Regimento do Senado Federal autoriza o presidente a convocar reuniões extraordinárias, de ofício ou a requerimento de qualquer de seus membros, desde que aprovado pela comissão. Após o anúncio do fim da reunião, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que “não houve qualquer acordo com a oposição [para o encerramento] e a base governista manipulou a comissão para colocar todos os partidos...

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Gerente da Petrobras diz que providências para apurar denúncias foram tomadas
nov12

Gerente da Petrobras diz que providências para apurar denúncias foram tomadas

Quarta-feira, 12 de novembro de 2014, às 18h13 Em depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Petrobras, o gerente de Contratos da Petrobras, Edmar Diniz de Figueiredo, disse que foram tomadas todas as providências internas sobre as denúncias de pagamento de propina a empregados da estatal pela companhia holandesa SMB Offshore, inclusive com a instauração de uma sindicância. Reportagem – Thiago Marcel Edição – Regina Céli Assumpção Com informações da Agência Senado Agência Câmara – Devido à ausência do relator da CPMI, deputado Marco Maia (PT-RS), o deputado Afonso Florence (PT-BA) o substituiu. Ele questionou Figueiredo sobre a importância de sua gerência dentro da estatal. O gerente disse que não há tanto poder decisório e que, atualmente, ocupa o quarto nível de decisões na Petrobras, de acordo com o organograma da empresa. Questionado sobre os resultados da apuração feita pela comissão de sindicância da Petrobras, Figueiredo disse que não tinha condições de responder, já que não participou dos trabalhos. “O resultado já foi divulgado, mas não tenho conhecimento. Segundo o que foi divulgado, oficialmente, não houve qualquer irregularidade em contratos investigados por essa comissão”, afirmou. Prorrogação da CPMI A CPMI já dispõe de assinaturas suficientes (de 27 senadores e 171 deputados) para prorrogar seus trabalhos de 23 deste mês até 22 de dezembro. Além disso, os líderes do PSDB, do DEM, do PPS e do Solidariedade (SD) anunciaram a coleta de assinaturas para criar uma nova CPMI da Petrobras, logo no início da próxima legislatura, em 2015. Ao final do depoimento, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) encerrou os trabalhos e convocou uma nova reunião para a próxima terça-feira...

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Debate na Globo foi criativo com perguntas populares
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Debate na Globo foi criativo com perguntas populares

Sábado, 25 de outubro de 2014, às 08h41 – atualizado às 10h51   Gerson Soares Apesar de toda a isenção que a ética nos propõe é impossível e seria antipatriótico não comentar as evasivas de Dilma Roussef a todas as perguntas. O debate de ontem (24), promovido pela Rede Globo de televisão, teve na criatividade um ponto a favor da monotonia dos últimos encontros entre os candidatos à presidência do país, onde os assuntos naturalmente podem ser os mesmos, como educação, saúde, inflação, segurança ou habitação, porém as questões mais prementes são criteriosamente evitadas pela candidata do PT. Se buscamos por justiça e isenção para que a opinião jornalística não tenha o peso de adernar para este ou aquele lado, restringindo-nos aos fatos apenas, é por essa razão que não podemos deixar de comentar as evasivas de Dilma Roussef (PT), até mesmo quando se tratou das perguntas populares. É notória a titubeação da atual presidente e candidata à reeleição, suas respostas deixam a desejar e sua fala é estritamente para leigos, pois não há no país quem esteja minimamente informado sobre o novo escândalo que tenha se contentado quanto à sua posição nos casos do Mensalão e Petrolão, quando tergiversou. Seria injusto para com a Democracia aceitar caladamente a maneira como Dilma tratou até aqui, todos os assuntos levantados nos debates, os quais acompanhamos. Posar para fotos com o ex-presidente Lula numa das áreas do Rio São Francisco onde a água corre muito lentamente, não justifica os rios de dinheiro que a obra já levou. Falar que vai melhorar a saúde depois que for reeleita é uma afronta. Falar sobre o (santo) Pronatec, quanto a área educacional não melhora as péssimas condições do ensino no país, investigadas pelo MPEduc (Ministério Público da Educação), criado exclusivamente pelo Ministério Público Federal para esse setor. Não é justo que em nome da isenção partidária o jornalismo não deva esclarecer à população sobre os fatos que ocorrem diariamente. As mais diversas áreas de atuação do governo federal estão sob alguma investigação, como a de extração de petróleo e a própria Petrobrás. O Amazonas está sendo lentamente consumido, como se fantasmas lhe arrancassem um naco todas as assombradas noites, sem que o governo tome uma atitude real ao invés de medidas paliativas. Estes e outros vários pontos existem de verdade contra o atual governo, que teve 12 anos para se sustentar e manter-se, mas não avançou o quanto deveria e poderia. Já diziam os especialistas internacionais do mercado financeiro há pelo menos cinco anos, em meio ao início das crises europeia e americana: “O único motivo para que o Brasil não avance é a...

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É a lama, é a lama, é a lama…
out10

É a lama, é a lama, é a lama…

Sexta-feira, 10 de outubro de 2014, às 19h15 – Atualizado às 19h43 Mais uma vez, o país dos boeings da Embraer e dos mosquitos da dengue, se vê petrificado, agora com as declarações de um ex-diretor da Petrobras. Público, gravado e na internet o depoimento à Justiça parece ter surtido algum efeito. Gerson Soares A comparação entre os boeings e o mosquito foi feita durante uma reportagem publicada pela revista Veja, há algum tempo, mas sempre nos lembramos disso quando as situações assumem diferenças tão gritantes quanto aquela. Qualquer brasileiro, que tenha o mínimo de envolvimento político, sabe que a Petrobrás é uma mãe, para cujos braços não faltam candidatos. Algumas das empresas citadas em depoimento pelo ex-diretor José Roberto Costa, na quarta-feira (8), amplamente divulgado, são conhecidas não só pela longevidade, mas pelo envolvimento com escândalos, maiores ou menores, em vários níveis governamentais há décadas. Resguardamo-nos, da citação desses nomes – apesar de nos áudios divulgados estarem bem claros – em favor da ética. Sobre os depoimentos apresentados, o que mais assusta são os detalhes, pois o fato de empresas ganharem concorrências, privilégios em troca de propinas e pagamentos a setores do governo e partidos, isso já é conhecido de longa data e motivo de tamanha mobilização da imprensa. Os meandros da iniquidade corruptiva na política são tão medonhos que décadas passam antes que venham totalmente à tona, como agora. Aécio Neves, concorrente ao Palácio do Planalto, diz ser esse fato uma instituição; Dilma disse que ela mesma demitiu José Roberto Costa. Mas condena a exposição dos depoimentos que tomam a dimensão de uma bomba atômica, bem nos dias que precedem o segundo turno da eleição que pode lhe dar um segundo mandato. Num dos países das chamadas repúblicas das bananas, nome que já não cabe ao Brasil em razão de sua evolução industrial – que apesar da insistência de corruptos e corruptores, se ergue a cada dia trabalha e produz honestamente –, mas com escândalos como este fica sem rivais na América Latina, em matéria de o quanto ainda pode ser corrupto. Dilma dizer que seu partido empreende uma luta sem trégua contra os corruptos, ora senhoras e senhores, isso é balela! Se a divulgação dos áudios é justa e se irá prejudicá-la, este peso não pode ser jogado totalmente contra a oposição. O Ministério Público está agindo de acordo com a lei, tão utilizada à exaustão pelos advogados dos envolvidos no Mensalão, a ponto de os réus terem privilégios e foros jamais imaginados por alguém que furta um pedaço de pão ou um pote de margarina (não custa nada lembrar) para matar a fome – que...

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