O polêmico texto divulgado por Bolsonaro: “País ingovernável”


Segunda-feira | 20 de maio, 2019 | 11h37


BRASIL

Na verdade, o povo brasileiro elegeu seu líder indo contra todas as possibilidades ventiladas pela mídia, institutos de pesquisas e jornalistas que se empenharam ardentemente para detratar a imagem de Bolsonaro. Portanto, governar a maioria dos brasileiros que o elegeram é a missão que se impõe ao líder e sua equipe. Ingovernáveis são aqueles que não abrem mão de seus interesses particulares e corporativos, para quem pouco importa o sucesso do Brasil e do seu povo.

A editoria de Política do Estadão divulgou em primeira mão o texto, até então de autoria desconhecida, que gerou polêmica sobre o Brasil ser um país ingovernável na opinião do presidente Jair Bolsonaro – diante do cenário político e da perseguição que sofre para por em prática suas metas de trabalho. Assim como a própria nação brasileira, o presidente da República e sua equipe são reféns, vítimas de inúmeros grupos antiprogressistas e estagnantes que se mantêm irredutíveis quanto ao progresso dos brasileiros nas mais diversas áreas onde se infiltraram como uma doença há décadas.

 

Presidente Jair Bolsonaro cumprimenta populares na saída do Alvorada

 

A matéria de Tânia Monteiro foi publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, no dia 17 de maio de 2019, sob o título: Bolsonaro divulga texto que cita País ‘ingovernável’.

O texto que poderá ser lido aqui na íntegra, em nossa opinião, o interpretamos como uma das sínteses possíveis para o que se assiste diariamente desde que Bolsonaro assumiu a presidente e mesmo antes disso. Atente, caro leitor, para o verbo assistir, pois as palavras de líderes oposicionistas e seus partidários são transmitidas ao vivo. Suas atitudes e comportamentos nada convencionais para a posição que ocupam, representando milhões de pessoas, podem ser vistos diariamente na TV Câmara e outros canais da internet.

As imagens são captadas nas comissões parlamentares da Câmara dos Deputados, no Senado e STF, entre outros órgãos que ditam as regras da vida nacional e podem ser acessadas por qualquer brasileiro, ao vivo, basta acessar o YouTube.

 


Leia a íntegra do texto, da forma como o presidente compartilhou em grupos de WhatsApp:

TEXTO APAVORANTE - LEITURA OBRIGATÓRIA

Alexandre Szn

Temos muito para agradecer a Bolsonaro.

Bastaram 5 meses de um governo atípico, “sem jeito” com o congresso e de comunicação amadora para nos mostrar que o Brasil nunca foi, e talvez nunca será, governado de acordo com o interesse dos eleitores. Sejam eles de esquerda ou de direita.

Desde a tal compra de votos para a reeleição, os conchavos para a privatização, o mensalão, o petrolão e o tal “presidencialismo de coalizão”, o Brasil é governado exclusivamente para atender aos interesses de corporações com acesso privilegiado ao orçamento público.

Não só políticos, mas servidores-sindicalistas, sindicalistas de toga e grupos empresariais bem posicionados nas teias de poder. Os verdadeiros donos do orçamento. As lagostas do STF e os espumantes com quatro prêmios internacionais são só a face gourmet do nosso absolutismo orçamentário.

Todos nós sabíamos disso, mas queríamos acreditar que era só um efeito de determinado governo corrupto ou cooptado. Na próxima eleição, tudo poderia mudar. Infelizmente não era isso, não era pontual. Bolsonaro provou que o Brasil, fora desses conchavos, é ingovernável.

Descobrimos que não existe nenhum compromisso de campanha que pode ser cumprido sem que as corporações deem suas bênçãos. Sempre a contragosto.

Nem uma simples redução do número de ministérios pode ser feita. Corremos o risco de uma MP caducar e o Brasil ser OBRIGADO a ter 29 ministérios e voltar para a estrutura do Temer.

Isso é do interesse de quem? Qual é o propósito de o congresso ter que aprovar a estrutura do executivo, que é exclusivamente do interesse operacional deste último, além de ser promessa de campanha?

Querem, na verdade, é manter nichos de controle sobre o orçamento para indicar os ministros que vão permitir sangrar estes recursos para objetivos não republicanos. Historinha com mais de 500 anos por aqui.

Que poder, de fato, tem o presidente do Brasil? Até o momento, como todas as suas ações foram ou serão questionadas no congresso e na justiça, apostaria que o presidente não serve para NADA, exceto para organizar o governo no interesse das corporações. Fora isso, não governa.

Se não negocia com o congresso, é amador e não sabe fazer política. Se negocia, sucumbiu à velha política. O que resta, se 100% dos caminhos estão errados na visão dos “ana(lfabe)listas políticos”?

A continuar tudo como está, as corporações vão comandar o governo Bolsonaro na marra e aprovar o mínimo para que o Brasil não quebre, apenas para continuarem mantendo seus privilégios.

O moribundo-Brasil será mantido vivo por aparelhos para que os privilegiados continuem mamando. É fato inegável. Está assim há 519 anos, morto, mas procriando. Foi assim, provavelmente continuará assim.

Antes de Bolsonaro vivíamos em um cativeiro, sequestrados pelas corporações, mas tínhamos a falsa impressão de que nossos representantes eleitos tinham efetivo poder de apresentar suas agendas.

Era falso, FHC foi reeleito prometendo segurar o dólar e soltou-o 2 meses depois, Lula foi eleito criticando a política de FHC e nomeou um presidente do Bank Boston, fez reforma da previdência e aumentou os juros, Dilma foi eleita criticando o neoliberalismo e indicou Joaquim Levy. Tudo para manter o cadáver procriando por múltiplos de 4 anos.

Agora, como a agenda de Bolsonaro não é do interesse de praticamente NENHUMA corporação (pelo jeito nem dos militares), o sequestro fica mais evidente e o cárcere começa a se mostrar sufocante.

Na hipótese mais provável, o governo será desidratado até morrer de inanição, com vitória para as corporações. Que sempre venceram. Daremos adeus Moro, Mansueto e Guedes. Estão atrapalhando as corporações, não terão lugar por muito tempo.

Na pior hipótese ficamos ingovernáveis e os agentes econômicos, internos e externos, desistem do Brasil. Teremos um orçamento destruído, aumentando o desemprego, a inflação e com calotes generalizados. Perfeitamente plausível. Claramente possível.

A hipótese nuclear é uma ruptura institucional irreversível, com desfecho imprevisível. É o Brasil sendo zerado, sem direito para ninguém e sem dinheiro para nada. Não se sabe como será reconstruído. Não é impossível, basta olhar para a Argentina e para a Venezuela. A economia destes países não é funcional. Podemos chegar lá, está longe de ser impossível.

Agradeçamos a Bolsonaro, pois em menos de 5 meses provou de forma inequívoca que o Brasil só é governável se atender o interesse das corporações. Nunca será governável para atender ao interesse dos eleitores. Quaisquer eleitores. Tenho certeza que esquerdistas não votaram em Dilma para Joaquim Levy ser indicado ministro. Foi o que aconteceu, pois precisavam manter o cadáver Brasil procriando. Sem controle do orçamento, as corporações morrem.

O Brasil está disfuncional. Como nunca antes. Bolsonaro não é culpado pela disfuncionalidade, pois não destruiu nada, aliás, até agora não fez nada de fato, não aprovou nada, só tentou e fracassou. Ele é só um óculos com grau certo, para vermos que o rei sempre esteve nu, e é horroroso.

Infelizmente o diagnóstico racional é claro: “Sell”.

Autor desconhecido

 


Nota da redação:
O texto compartilhado pelo presidente Jair Bolsonaro, hoje já tem autor conhecido. A autoria se atribui ao professor de Finanças e funcionário da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) Paulo Portinho.

Weintraub e o exemplo dos chocolates: “segura e deixa para comer depois de setembro é só isso que a gente está pedindo”. Foto: reprodução / Facebook Bolsonaro

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