III Fórum Bioinsumos no Agro reúne especialistas para discutir inovação, proteção genética e a expansão comercial do setor.
A abundância da biodiversidade brasileira e o avanço da pesquisa científica colocam o país em posição estratégica no debate sobre o mercado de bioinsumos. No entanto, a consolidação desse segmento e a sua conversão em competitividade comercial ainda dependem de etapas decisivas, como o avanço contínuo em inovação, a proteção do patrimônio genético e a integração eficiente entre centros de pesquisa e produtores rurais.
Estimativas do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) indicam que o Brasil abriga até 20% da biodiversidade mundial, com microrganismos adaptados a biomas como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa. Esse ativo biológico é apontado por técnicos como alternativa para o desenvolvimento de soluções voltadas à nutrição vegetal e ao controle de pragas, embora a ampliação da escala industrial ainda exija ajustes regulatórios e investimentos consistentes.
Fórum setorial aborda exigências de produção e mercado
Os caminhos para transformar o potencial científico em produtos de alto rendimento e alcance internacional serão o tema central do III Fórum Bioinsumos no Agro. O evento ocorre em formato híbrido no dia 18 de agosto de 2026, com painéis presenciais no auditório da Ocesp, em São Paulo, e transmissão online para inscritos.
A programação reunirá especialistas e representantes da indústria para avaliar o cenário de produção, o ambiente regulatório e as demandas do mercado internacional. O encontro conta com o apoio de entidades do setor produtivo e acadêmico, como ABAG, Abisolo, Banco do Brasil, CropLife Brasil, FGVAgro, Fiesp, Insper e Rede ILPF. As informações sobre o evento e inscrições estão disponíveis no portal oficial da organização.
Destaque – Setor de bioinsumos debate exigências regulatórias e de escala para o aproveitamento da biodiversidade no campo. Imagem: aloart / G. I.



