Senadora e ex-ministra é cotada para compor a chapa presidencial, mas consolidação depende de acertos partidários com o PP e União Brasil.
A composição da chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa da Presidência da República entrou em fase decisiva de negociações de bastidor. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura e uma das principais lideranças do setor produtivo no Congresso Nacional, é o nome cotado para ocupar a vaga de vice-presidente, embora o anúncio oficial ainda dependa de trâmites internos e acertos políticos.
Em nota oficial divulgada por sua assessoria de imprensa no final de julho de 2026, o gabinete da parlamentar confirmou a realização de um encontro com Flávio Bolsonaro no qual o tema foi abordado formalmente pela primeira vez. O comunicado pondera que “nada foi decidido – até porque qualquer composição de chapa depende de avaliações políticas e pessoais, além de consultas e acertos políticos”.
Articulação com o agronegócio e a disputa pelo Senado
A eventual indicação de Tereza Cristina é avaliada por dirigentes partidários como um movimento para consolidar o apoio do agronegócio e atrair formalmente para a coligação a Federação União Progressista, composta pelo PP e pelo União Brasil. Enquanto o pré-candidato do PL sinaliza publicamente a aceitação do convite, interlocutores do setor empresarial e rural acompanham o desdobramento das conversas.
Inicialmente, a senadora demonstrava preferência por manter o foco na disputa pela presidência do Senado Federal no início da próxima legislatura, em 2027. O avanço do diálogo e a pressão de aliados do setor produtivo, contudo, alteraram a dinâmica das negociações. Até o momento, as instâncias partidárias do PL e do PP não publicaram manifestações oficiais sobre a formalização da chapa, mantendo a expectativa do cenário.
Destaque – Senadora Tereza Cristina negocia composição de vice em chapa presidencial para o pleito de 2026. Foto: Carlos Moura/Agência Senado



