A análise foi feita pela plataforma Cesta de Consumo HORUS & FGV IBRE com relação a abril/24, e o levantamento divulgado no último dia 12 de junho. Os consumidores de baixa renda são os mais afetados pelos aumentos de preços.


As cidades que registraram as maiores variações de preços foram Rio de Janeiro e São Paulo, da ordem de 6,5% e 3,7%, respectivamente. Belo Horizonte e Brasília foram as que apresentaram as menores variações nos preços médios, com -4,5% e -3,0%, respectivamente.

Rio de Janeiro continua sendo a cidade detentora da cesta básica mais cara (R$ 1.031,39), seguida por São Paulo (R$ 917,87) e Fortaleza (R$ 819,78). Em contrapartida, Belo Horizonte (R$ 639,97), Manaus (R$ 679,59) e Salvador (R$ 778,49) foram as capitais que registraram os menores custos de aquisição para maio.

 

 

Dos 18 gêneros alimentícios da cesta básica, legumes, manteiga, leite UHT e outras categorias registraram alta nos preços em sete das oito capitais abrangidas pela pesquisa.

 

 

Com o fim da safra de alguns gêneros alimentícios, somados às recentes variações climáticas nas regiões produtoras, houve a consequente redução na oferta de produtos como legumes e café para o varejo, fato que gerou pressão sobre os preços. Além disso, com a queda sistemática na produção de leite no Brasil, o preço para o consumidor tem sido onerado, refletindo, consequentemente, em toda a cadeia de derivados.

Com relação a carne bovina, feijão, ovos, dentre outros itens da cesta básica, para o mês de maio/2024, houve redução nos preços em boa parte das capitais compreendida pela pesquisa, conforme retratado na tabela a seguir.

 

 

A considerar os últimos seis meses, em maio/24, a variação acumulada nos preços médios da cesta básica nas capitais analisadas, foi acrescida por margens entre 1,5% e 15,1%, com percentuais distintos atribuídos à cada cidade, conforme demonstrado na tabela a seguir.

 

 

A Tabela 5, a seguir, retrata os gêneros alimentícios da cesta básica que registraram as maiores variações em seus preços médios, tendo como base o retrospecto de cada produto nos últimos seis meses pesquisados.

 

 

A considerar a cesta de consumo ampliada, que inclui bebidas e produtos de higiene e limpeza, além de alimentos, em maio/24, houve aumento no preço médio da cesta em cinco das oito capitais analisadas, variando entre 1,0% e 7,6%. Rio de Janeiro (R$ 2.282,90) e São Paulo (R$ 2.068,00) continuam a ser as cidades que apresentam os preços médios de aquisição mais onerosos para a cesta ampliada. Já Manaus e Belo Horizonte foram as capitais que tiveram os menores preços da cesta ampliada, sendo R$ 1.459,94 e R$ 1.636,53 respectivamente.

O comportamento da cesta de consumo ampliada seguiu a tendência da cesta básica, sugerindo que o movimento nos preços afetou não somente os alimentos básicos, mas demais produtos frequentemente presentes nos carrinhos de compras do consumidor.

 

 

Dos 33 produtos da cesta ampliada, apenas azeite registrou aumento no preço em todas as capitais.

 

 

O aumento no preço médio da cesta básica na maioria das capitais em maio é reflexo das adversidades climáticas que afetam estados que são grandes produtores de legumes e grãos importantes na alimentação, afetando, especialmente, os consumidores de mais baixa renda, que gastam a maior parte de seu orçamento doméstico com alimentação.


Fonte: HORUS & FGV IBRE


Destaque – Imagem: aloart


Publicação:
Sexta-feira | 21 de junho, 2024


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