O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas sobe 8,0 pontos em julho, para 113,2 pontos, retornando ao nível de incerteza elevada. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador recua 0,8 ponto, para 110,4 pontos.


“Em julho, o Indicador de Incerteza voltou a subir, após dois meses de queda. A alta foi impulsionada pela escalada nas tensões comerciais com os Estados Unidos, com o anúncio do governo norte-americano da intenção de elevar para 50% as tarifas de importação sobre produtos brasileiros. O governo brasileiro tem buscado alternativas e tentado abrir canais de diálogo, mas o quadro permaneceu indefinido até o final do mês. Os impactos sobre os setores mais expostos e sobre a economia como um todo são ainda incertos, o que contribui para um ambiente de maior cautela. Somado a esse quadro houve aumento também da incerteza fiscal, reflexo das indefinições em torno da reformulação do IOF, que geraram dúvidas sobre a trajetória da arrecadação e a sustentabilidade das metas fiscais. Os resultados de julho levam o indicador de volta para a zona desconfortável de incerteza”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

 

 

Componentes de Mídia e de Expectativas

O componente de Mídia do IIE-Br sobe 6,6 pontos em julho, para 115,9 pontos, contribuindo positivamente com 5,8 pontos para o resultado do índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, sobe 10,4 pontos, para 97,0 pontos, contribuindo com 2,2 pontos para a alta do IIE-Br.


Destaque – Imagem: aloart / G. I.


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