Deputada federal pelo PL-SP, em segundo mandato; presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo; jornalista por formação há mais de 25 anos; e autora dos livros “Rota do Sol 1 e 2”.


Não há como chamar de Justiça o julgamento que teve início, nessa terça-feira (2/9), no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília-DF, contra o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL). O que estamos presenciando é a maior perseguição política da história do Brasil.


O cenário, marcado pela quase certa condenação do liberal e de outros sete réus, escancara questionamentos morais sobre os limites da Alta Corte e os excessos na interpretação da lei. O que se desenha no horizonte é vingança implacável do próprio sistema contra quem ousou enfrentá-lo, com coragem e franqueza.

O processo é manchado por cerceamento de defesa. Juízes com vínculos políticos claros — alguns próximos ao atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — assumiram a posição de árbitros numa batalha que deveria, por princípios constitucionais, ser técnica e imparcial. As contradições na condução do caso comprometem profundamente o conceito de Justiça em nosso País. Quem julga também é vítima, relata, se defende, ataca. Joga em todas as posições e quer, ainda, bater o pênalti.

Enquanto o Brasil mergulha em três anos de escândalos de corrupção, de alta de preços, de desemprego, de lambanças diversas – como a famigerada tentativa de taxação do Pix – e protagoniza até rombo no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), o foco da elite no poder é apenas um: culpar Bolsonaro.

Não existe plano para o futuro, nem projeto nacional para os verdadeiros e urgentes problemas enfrentados no dia a dia pela população. O que há, e não de agora, é apenas perseguição – diga-se de passagem, ferrenha, movida por um misto de ódio e de ressentimento.

A tentativa de calar Bolsonaro é, na verdade, um recado para todos àqueles que contestam, perplexos, os rumos que o País tomou. Afinal, transformaram divergência em crime, liberdade de expressão, em ameaça, e a oposição em algo a ser eliminado – o quanto antes, de preferência. Mas não há narrativa capaz de esconder a verdade que milhões de brasileiros já enxergaram: a Democracia, conquistada a duras penas, está em risco.

A cada dia, nossa liberdade morre um pouco mais, sufocada pelo autoritarismo disfarçado de legalidade. O povo, porém, não assiste a isso passivamente. Existe esperança e luta contra tudo e contra togas que pensem o contrário. E ninguém personifica melhor essa luta do que Bolsonaro, o maior e mais importante líder da Direita da história recente do Brasil.

Nossa nação, desperta e atenta, não ficará em silêncio face a tudo isso. Em 7 de setembro, Dia da Independência, manifestações democráticas vão se multiplicar pelo País. Não será apenas um ato político, mas, sobretudo, um grito por Justiça e pela defesa da liberdade.

Estaremos nas ruas pelo direito de o Brasil existir como nação soberana; pelo direito de os cidadãos se expressarem sem medo; e pelo direito de não testemunharmos um líder popular condenado sem crime e num tribunal de cartas marcadas.


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