Nocivos à saúde dos olhos, os eletrônicos podem contribuir para acelerar algumas doenças, como miopia; especialista do CEMA lista as principais medidas para evitar prejuízos à visão.


Não tem jeito, elas fazem parte da vida de praticamente todo mundo. As telas chegaram de mansinho e hoje estão, literalmente, na palma da mão das pessoas. No entanto, já existem diversos estudos que mostram o quão nocivo pode ser utilizar excessivamente os eletrônicos. Dentre os principais danos à saúde está justamente os prejuízos à visão. “Entre os problemas relacionados às telas estão o ressecamento ocular, especialmente para quem já tem predisposição para olho seco ou passa o dia inteiro em frente a uma tela; além de vermelhidão, cansaço e dor de cabeça”, explica o oftalmologista do Hospital CEMA, Leonardo Marculino. Embora em fase inicial, existem estudos que apontam que a luz azul emitida por esses aparelhos podem envelhecer a retina e o cristalino, facilitando o aparecimento de algumas doenças, como degeneração macular ou catarata. Porém, já que é inevitável o uso de tais itens, qual a melhor forma de proteger os olhos?

O especialista do Hospital CEMA lista abaixo algumas medidas que podem ajudar a evitar os danos à visão causados pelos eletrônicos:

1 – Preste atenção à posição que a tela está em relação aos olhos. O ideal é que ela fique abaixo do nível do queixo, se a pessoa está sentada;

2 – A cada 1 hora o ideal é parar um pouco e descansar pelo menos uns cinco minutos. Se puder, busque olhar o horizonte para exercitar a visão à distância;

3 – Caso a pessoa tenha algum desconforto ocular, como ressecamento ou ardência nos olhos ao usar as telas, pode-se usar um colírio lubrificante, com orientação do oftalmologista;

4 – Se for possível, use lentes com filtro azul, que funcionam como uma proteção contra a luz violeta que sai das telas. O olho humano não tem capacidade de proteção contra esse tipo de iluminação artificial e de alta potência luminosa. Existem também protetores de tela com esse filtro azul;

5 – Quem utiliza lentes de contato ou óculos, precisa sempre lembrar de usar o acessório quando está diante das telas. O mais indicado é o uso de óculos, pois eles não causam o ressecamento ocular que as lentes de contato causam;

6 – Evite o uso do ar-condicionado ou ventilador diretamente no rosto;

7 – Limite o tempo de uso de telas. O ideal, de acordo com o médico, é utilizar os eletrônicos por, no máximo, 2 horas por dia.

Com relação ao tempo de uso, vale ressaltar que esse tempo muda um pouco quando se trata de crianças. De acordo com o oftalmologista, dos zero aos 2 anos, o ideal é que a criança não seja exposta às telas, especialmente tablets e celulares. Dos dois aos cinco anos, o recomendado é 1 hora por dia. Dos seis anos em diante, 2 horas por dia. “Especialmente nos casos de crianças com idade escolar, o que a gente nota é que pode ocorrer um aumento do grau de miopia em uma velocidade acima do normal”, diz o médico. Os especialistas sabem o quanto é desafiador cumprir esse tempo de tela, mas vale um esforço para garantir que a visão continue saudável por toda a vida.


Destaque – Imagem: aloart


Publicação:
Sábado | 21 de Dezembro, 2024


Leia outras matérias desta editoria

Dobra o número de fumantes que usam cigarro eletrônico e buscam tratamento na Unifesp

Levantamento do ambulatório PrevFumo revela que pacientes usam “vape” acreditando que ele ajuda a parar de fumar, mas acabam sofrendo com a dupla dependência de nicotina. O uso simultâneo de cigarros tradicionais e dispositivos eletrônicos para fumar...

Governo de SP descarta caso suspeito de Ebola em paciente vindo do Congo

Exames do Instituto Adolfo Lutz deram negativo para o vírus; paciente de 37 anos segue internado em estado grave com diagnóstico de meningite. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou, nesta segunda-feira (1º), o caso suspeito de...

Morte do fisiculturista Gabriel Ganley expõe os riscos fatais de anabolizantes

O trágico falecimento do atleta de 22 anos reacende o alerta de médicos sobre o uso de esteroides e insulina, que provocam danos irreversíveis e risco de morte súbita. A morte do fisiculturista Gabriel Ganley, aos 22 anos, reacendeu o debate sobre os...

Poluição sonora nas metrópoles é risco invisível para a saúde pública, diz fonoaudióloga

Excesso de ruído em grandes centros urbanos como São Paulo afeta do sono à pressão arterial; OMS aponta problema como a segunda maior causa de poluição mundial. Viver em uma grande metrópole muitas vezes significa conviver com um barulho constante. O que...

Mais da metade dos brasileiros busca informações de saúde na internet — mas o que eles estão encontrando pode mudar suas decisões médicas

Entre mitos e “curas milagrosas”, redes sociais desafiam a medicina: a facilidade de buscar sintomas e tratamentos na internet transformou a forma como os brasileiros lidam com a própria saúde — mas também abriu espaço para conteúdos que podem influenciar...

Cantar faz bem: hábito simples pode melhorar humor, respiração e até a imunidade

Estudos apontam benefícios do canto para a saúde vocal e emocional, mas especialistas alertam para cuidados importantes. Cantar no carro, no chuveiro ou em momentos de lazer pode parecer apenas uma forma de expressão ou diversão. Mas a ciência mostra que o...

Como falar de sexualidade com os filhos?

Bárbara Mota – Médica pediatra do Hospital Lusíadas Porto, Portugal Falar de sexualidade com os filhos continua a ser um desafio para muitas famílias. No entanto, abordar este tema de forma aberta, gradual e adequada à idade é essencial para...