Escolhido pelo presidente da Câmara dos Deputados para ser o relator da Anistia, Paulinho da Força não acredita em votação rápida.


As dificuldades de acordo entre os parlamentares e interesses eleitoreiros, como a votação da redução da contribuição para quem ganha até 5 mil reais por mês na Câmara dos Deputados — promessa de campanha do atual presidente — e a rejeição da PEC da Imunidade na Comissão do Senado, estão travando a pauta da Anistia.

O relator Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que se reuniu durante a semana com as bancadas dos partidos, quer ter a garantia de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), irá pautar o projeto.

A sanção da Lei Magnitsky contra o Lex Institute, mantido pela esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da AP 2668 que condenou Bolsonaro, piorou o cenário.

No entanto, o principal entrave está entre a elaboração de um texto que apenas reduza as penas impostas aos que participaram do 8 de Janeiro – defendido pelos governistas – e a anistia plena aos presos, pretendida pela oposição.

Sobre pautar a Anistia na próxima semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em coletiva de imprensa que precisa de tempo. “Não tenho uma temperatura de como está a conversa do relator com as bancadas, preciso de um pouco mais de tempo para entender o sentimento da Casa e decidir se pauto ou não o projeto”, disse Motta em entrevista coletiva.

A Anistia também beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro, que poderá concorrer nas eleições de 2026, fato temido pelos governistas que desejam continuar no poder e agora visam a cassação do filho do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro, possível candidato à presidência nas próximas eleições.


Destaque – “Não sei se meu texto vai agradar ou salvar Bolsonaro”, disse ao ser escolhido. Foto: Acervo Câmara dos Deputados


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