Ministro da Fazenda fala em ampliar o poder de fiscalização do Banco Central (BC). O contrário do que vem fazendo o governo do seu padrinho Lula.


Nesta segunda-feira, entrou em cena no nebuloso palco de fraudes do Banco Master um novo personagem: Fernando Haddad. Em entrevista ao UOL, ele disse o seguinte: “O BC tem de ampliar o seu perímetro regulatório e passar a investigar os fundos. Isso tem impacto até sobre a contabilidade pública. O fato de que os fundos estão fora do perímetro regulatório do BC deveria ser superado com uma nova regulação”.

Deixando claro que a opinião era pessoal, afirmou que o assunto está sendo discutido no âmbito da Advocacia-Geral da União, por Jorge Messias, e no Ministério da Gestão e Inovação, da ministra Esther Dweck, criado em 2023 pela gestão petista. Segundo ele, ambos estariam conversando com o BC de Gabriel Galípolo.

O BC já possui os mecanismos para exercer sua função fiscalizadora. Portanto, criar nova regulação desvia o foco do escândalo bilionário. A tarefa de fiscalizar os fundos é da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A pasta de Haddad divulgou nota em que nega ter tratado com o Banco de Brasília (BRB) sobre o Master.

A declaração foi publicada após O Estado de S.Paulo divulgar que o ministro da Fazenda teria cobrado do controlador do BRB um aporte. O controlador do BRB é o governo do Distrito Federal.


Destaque – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante o lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


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