O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas recua 2,7 pontos em maio, para 112,8 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador sobe 0,7 ponto, para 113,1 pontos.


“A queda da incerteza em maio reflete uma acomodação do indicador em patamar moderadamente desconfortável. O resultado reflete uma calibragem da incerteza global, em função do arrefecimento — ainda que momentâneo — da guerra comercial entre EUA e China, além de uma perda de credibilidade nos anúncios de tarifas extremas por parte do presidente Trump. Paralelamente ao cenário externo, a economia brasileira segue demonstrando resiliência em 2025. O componente de Expectativas recua para a faixa dos 80 pontos, menor nível desde janeiro de 2015, indicando um certo consenso de mercado nas projeções para as variáveis macroeconômicas, especialmente em relação à taxa de juros, que deve permanecer em patamares compatíveis com uma política monetária bastante restritiva”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.

 

 

A queda foi impulsionada pelos dois componentes do Indicador. O componente de Mídia do IIE-Br cede 2,1 pontos em maio, para 117,8 pontos, contribuindo negativamente com 1,8 ponto para o índice agregado. O componente de Expectativas, que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, após ligeiro aumento no mês passado, recua 3,5 pontos, para o menor nível desde janeiro de 2015 (84,4 pts.), e contribui de forma negativa com 0,9 ponto para o resultado do IIE-Br de maio.


Destaque – Imagem: aloart / G I


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