Nós a entrevistamos no final do ano de 2010, junto com seu filho mais velho, também morador do bairro. No dia 4 de abril deste ano, ela completou 101 anos e uma história rica.


Há pouco mais de 50, 60 anos, o Tatuapé era muito diferente do bairro que conhecemos hoje; repleto de prédios e muita agitação. Obviamente que os tempos mudam, mas há quem sinta nostalgia dos dias tranquilos, das conversas nas portas das casas e de fatos pitorescos, inusitados na atualidade, como a garotinha que aparece na foto vestida de noiva, voltando para casa sozinha.

 

Foto: Bernabé Barrera (Nabé) / Acervo: portal Alô Tatuapé

 

 

“Provavelmente vinha da igreja Nossa Senhora do Bom Parto e, pelo tipo das vestes, teria feito a sua 1ª comunhão”, disse dona Carmen durante a entrevista, enquanto nos mostrava suas fotos e recordava a época em que morou na Rua Cantagalo, entre as ruas Serra dos Japi e Itapura.

No dia 4 de abril, Carmen Barrera completou 101 anos em companhia dos familiares. O filho mais velho, Bernabé Barrera (Nabé), 80 anos; Luiz, 79 anos; e Francisco, com 77 anos. Ele é o bebê que aparece na foto de 1949, no colo da mãe, em uma das reportagens que foram publicadas em 2010 (leia aqui). A filha caçula, Nilza, já é falecida.

 

 

Aniversário de 101 anos da dona Carmen. Foto: Arquivo particular

 

 

A data desse aniversário vai ficar marcada e as histórias da dona Carmen devem ser contadas aos 11 netos e 14 bisnetos.

Descendente de espanhóis, casada com Francisco Barrera (Paquito, fervoroso corintiano já falecido), passados três meses da bonita festa e a homenagem pelos 101 anos, uma das mais longevas moradoras do bairro teve que seguir sua viagem, deixando saudades à sua grande família, vindo a falecer há menos de um mês, no dia 8 de julho.

 

 

Entrevista em 2010: Dona Carmen aos 86 anos, com o filho mais velho, Bernabé Barrera. Foto: aloimage

 

 

Depois de a conhecermos e entrevistarmos, o título da antiga reportagem já diz um pouco sobre a alegria e a mensagem que a dona Carmen transmitia, daquilo que ensinou e certamente legou aos seus familiares: “Tatuapé antigo: Simpatia e doçura” (leia aqui).


Destaque – Foto: Nabé, dona Carmen e Francisco. Foto: Arquivo particular


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