As cinco idéias mais equivocadas sobre os índios no Brasil

Quinta-feira, 11 de setembro de 2014, às 16h10

Por José Ribamar Bessa Freire*

1 – O índio não é “genérico” – Cada tribo tem seus costumes, crenças e culturas. São 200 etnias, que falam 188 línguas diferentes.

2 – As culturas indígenas não são atrasadas – Os povos indígenas produzem saberes, ciências, arte refinada, literatura, poesia, música, religião.

3 – As culturas indígenas não são congeladas – Pensar que todo índio deveria andar nu ou de tanga é um equívoco tão grande que quando vemos o contrário tem gente acha estranho.

4 – Os índios não fazem parte apenas do passado – Como mostramos aqui, eles estão aí defendendo sua cultura. Também é errado pensar que a cultura deles é contraria à evolução e a tudo que é moderno.

5 – O brasileiro é índio sim! – Muitos tem a ideia de que o povo brasileiro foi só formado por nações européias e africanas. Na verdade, a origem vem de todos, mas o brasileiro tende a se identificar com a origem européia que foi a principal colonizadora.

 

As índias brasileiras desta imagem e os indivíduos de suas respectivas etnias também fazem parte de uma grande nação chamada Brasil. Foto:  autor desconhecido

As índias brasileiras desta imagem e os indivíduos de suas respectivas etnias também fazem parte de uma grande nação chamada Brasil. Foto: autor desconhecido

 

* José Ribamar Bessa Freire – Doutor em Literatura Comparada, autor do livro “Rio Babel – a história social das línguas na Amazônia”. Trabalha com história das línguas e narrativas orais no Programa de Pós Graduação em Memória Social (UNI) e coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da UERJ, onde ministra a disciplina Educação Indígena. Participa de vários cursos de formação de professores indígenas em várias regiões do Brasil.

 

Leia o estudo completo: CINCO IDÉIAS EQUIVOCADAS SOBRE OS ÍNDIOS

 

 

Por um Brasil consciente, inteligente e solidário

Originalmente publicado em Projeto Gota D’Água — com Soyyo MG e Andréa Brito.

Fonte: Page Resilência (Facebook), via Portal do Meio Ambiente

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Autor: alotatuape

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