Corte nas despesas da saúde e educação para subsidiar diesel geram insatisfação


Sexta-feira, 1º de junho de 2018 às 17h47


Entre outras ações que ajudarão a pagar a conta do desconto do diesel aos caminhoneiros, estão a reoneração na folha de pagamento para diversas atividades e cortes aos exportadores.

Gerson Soares

A conta ainda não fechou, mas para que os caminhoneiros conseguissem o desconto de 46 centavos no preço do óleo diesel, a sociedade brasileira como um todo vai por a mão no bolso. A equipe liderada pelo presidente Michel Temer estipulou cortes em diversos setores com o objetivo de colocar ordem nas finanças, após as concessões feitas para que a greve que durou 10 dias, praticamente estagnou a economia e interrompeu diversas atividades em todo o País, tivesse um fim.

 

Entre greve e negociações para baixar o valor do diesel quem sair perdendo é o Brasil e a Petrobras, com a demissão de Pedro Parente. Foto: divulgação / Petrobras

 

O que não se esperava era que os cortes atingissem os setores de Educação e Saúde, principalmente por estarem estes entre os mais prejudicados e deficitários. As medidas desagradaram e demonstram mais uma vez – nunca é demais relembrar –, o distanciamento entre o Governo Federal e a população. Outro fato comprobatório desse distanciamento é que o candidato governamental à sucessão presidencial, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, está na faixa de 1% das intenções de voto, entre os últimos colocados.

Além da educação e saúde, outro setor que deve sentir-se prejudicado é o da exportação que perderá os incentivos do programa Reintegra. Este devolvia aos empresários 2% dos impostos pagos e agora irá devolver apenas 0,1%. A edição brasileira do diário El País destaca, entre outras medidas, os cortes nos programas para a juventude e de combate à violência de gênero, assim como o aumento na arrecadação de impostos, o que desmente as afirmações do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun e do próprio presidente Temer, que afirmaram não haveria aumentos.

Conforme publicou o El País, o acordo com os grevistas custará aos cofres públicos aproximadamente 13,5 bilhões de reais, que virão em forma de subsídios (9,6 bilhões) e redução das alíquotas do CIDE e PIS/Cofins sobre o diesel (4 bilhões). Mas esse cálculo ainda não está totalmente fechado, muito menos essa conta que no final será paga pelos brasileiros. Em nenhum momento, no entanto, se ouviu falar em cortes de benefícios aos parlamentares, juízes e aos marajás do funcionalismo público.

Governo nega cortes

O secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gleisson Cardoso, afirmou hoje (1º) que não foram retirados recursos dos ministérios para cobrir gastos com o subsídio do óleo diesel. Segundo ele, os recursos já estavam contingenciados e, portanto, os ministérios não tinham autorização para executá-los.

“Dessa parcela de cancelamento de dotações de despesas discricionárias, toda ela é proveniente de recursos que estavam contingenciados. Nenhum ministério, autarquia ou fundação teve redução no orçamento que já estava liberado antes da composição desse crédito extraordinário de R$ 9,5 bilhões”, disse Cardoso durante coletiva de imprensa após reunião do Grupo de Acompanhamento da Normalização do Abastecimento.

A crise gerada com a greve dos caminhoneiros demonstra a fragilidade da infraestrutura nacional. Por sua vez, depois de recuperar a credibilidade da Petrobrás, assumindo no dia 1º de junho de 2016, após outra crise gerada pelo rombo criado durante o esquema de corrupção do Petrolão, o presidente da Petrobrás, Pedro Parente, deixou o cargo nesta sexta-feira, exatos dois anos depois de ser nomeado. As ações da empresa chegaram a cair 20% na Bovespa com a notícia.

Com informações do El País e Agência Brasil

Depois do alívio nas bombas de gasolina, os olhares se voltam para as prateleiras dos supermercados: equilíbrio e tranquilidade, com uma boa dose de paciência, são ingredientes indispensáveis. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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