Quarta-feira | 1º de abril, 2020 | 17h28 – atualizado em 27 de junho às 09h31


MEMÓRIA DE SÃO PAULO


Os dois quadros vistos nesta página, bem ilustram o aspecto da cidade vista da Várzea do Carmo. Em visão oposta, a várzea do Rio Tamanduateí e o caminho que levava ao norte, ao encontro da pequena ermida da Penha.

Gerson Soares

Rumo ao desconhecido e aos perigos das matas, rios e principalmente indígenas, os pioneiros seguiam pelo único caminho que os levava ao Vale do Paraíba e ao norte, para a sede do Império, o Rio de Janeiro.

 

A aquarela acima, pintada por Debret (1768–1848), datada em 1827, mostra o Convento e a Igreja do Carmo, construídos em 1594, a pedido do frei Antônio de São Paulo. O artista, que também personificou o movimento dos tropeiros com seus chapelões, preocupou-se em mostrar o caminho que os levava na direção do Rio de Janeiro e ao Vale do Paraíba. Foto: Wikipedia

 

Deslumbrados com a descoberta do novo mundo, artistas, empreendedores e aventureiros estrangeiros de toda a estirpe vinham ao Brasil em busca do novo.

Com suas obras retrataram o cotidiano, os índios, os animais, o aspecto das florestas, das montanhas e ao mesmo tempo ajudaram a desbravar um território hostil e deslumbrante.

 

A obra de Arnaud Julien Pallière (1784–1862), retrata a Várzea do Carmo e ao mesmo tempo nos dá uma ideia de como se desenvolveu a cidade em torno do Pátio do Colégio, visto à esquerda da aquarela datada em 1821. Sua descrição diz o seguinte: “Ao chegarem do Rio de Janeiro ou de Santos, e já na entrada da cidade pelos lados do Brás, os viajantes tinham o privilégio de observar esta paisagem”. Foto: Wkipedia

 

São Paulo surgia, sempre progressista, religiosa. Igrejas e conventos se formavam e davam vida aos lugares, determinando suas nomenclaturas, onde muitas se mantêm até a atualidade.

Apesar de ter sido centenariamente conhecida, a Ladeira do Carmo mudaria de nome e o caminho que vemos, seguido pelos tropeiros, em dois ângulos, é a atual avenida Rangel Pestana. Antes foi chamado de Caminho da Penha.

 


Fonte:

Trechos extraídos da obra "Memórias do Tatuapé e São Paulo" | IX Edição Histórica | Dezembro/2012 | Autor: Gerson Soares | Editor: Alô São Paulo | Fotos: Wikipedia | Título original: "Intrépidos tropeiros e as trilhas que os levavam ao norte e à capital".

Primeiro carro da linha de bonde elétrico “Penha” em sua inauguração,
no Largo do Tesouro. 1901. Foto: Acervo FES

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