Usina Salto Grande, no Rio Paranapanema, completa 60 anos


Sexta-feira, 1º de junho de 2018 às 18h43


Fundação Energia e Saneamento de São Paulo

Nesta quinta-feira, 31 de maio, a Usina Salto Grande, hidrelétrica mais antiga em funcionamento no Rio Paranapanema, completou 60 anos. Localizada na divisa dos Estados de São Paulo e do Paraná, entre as cidades Salto Grande (SP) e Cambará (PR), a usina é operada pela CTG Brasil. De forma a celebrar a data, a hidrelétrica passa a contar com uma exposição, produzida pela Fundação Energia e Saneamento, que apresenta a história de sua construção, seus trabalhadores e a relação da usina com o Rio Paranapanema.

 

Vista aérea da Usina Hidrelétrica Salto Grande, no Rio Paranapanema. Década de 1960. Foto: acervo FES

 

Operador no painel de comando de Salto Grande, nos anos 1960. Hoje, os processos são automatizados e gerenciáveis por meio de computadores. Uma central na Usina Chavantes também tem a capacidade de comandar Salto Grande remotamente. Foto: acervo FES

Salto Grande foi a primeira hidrelétrica projetada pelo poder público de São Paulo, nos anos 1950, e abriu caminho para a implantação de outras geradoras no rio. A construção da usina marcou o fortalecimento, no Brasil, da presença direta do Estado e da União no setor energético. Com o crescimento das cidades e da industrialização, o governo passou a investir na construção de usinas hidrelétricas, de forma a atender à crescente demanda por eletricidade. À época, a usina tornou-se a segunda maior do Estado e atendia a 89 municípios de São Paulo e Paraná.

A região do “Salto Grande” do Paranapanema tornou-se mais conhecida por meio das expedições da Comissão Geográfica e Geológica de São Paulo, no final do século 19. Na foto, um membro da CGG no Salto Grande. Foto: acervo Instituto Geológico/SMA

Para a produção da exposição, foi consultada vasta documentação conservada no acervo da Fundação, que inclui plantas, relatórios, arquivos, livros e fotografias. A preservação do material textual sobre Salto Grande, assim como de outras usinas projetadas pelo poder público estadual nos anos 1950 e 1960, está sendo viabilizada por meio do projeto “Digitalização e difusão de documentação textual do Fundo CESP – Acervo Fundação Energia e Saneamento - PROAC”.

Vista de São Paulo registrada da torre da estação da Luz, 1913. Em primeiro plano, o Jardim da Luz. Foto: Acervo Fundação Energia e Saneamento

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