A dor na terceira idade


Terça-feira, 12 de setembro de 2017 às 16h56


Dores são queixas comuns na terceira idade. Com o passar dos anos, os ossos ficam mais frágeis e as articulações se tornam menos flexíveis. A prevenção ainda é o melhor remédio. Uma vida saudável certamente irá amenizar os incômodos, mas mesmo quando já não há mais tempo de se precaver, ainda é possível tratar a dor.

“A porcentagem de pessoas de idade igual ou superior a 65 anos está aumentando de forma contínua, assim, espera-se que a prevalência de dor crônica aumente ainda mais no futuro”, prevê a geriatra Fania Cristina Santos, coordenadora do Comitê de Dor no Idoso da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).

As causas mais comuns das dores nos idosos são as artropatias (artrose, por exemplo) e a dor articular em geral motivada, por exemplo, por traumas e inflamações. Para combatê-las, a geriatra recomenda atividade física e alimentação saudável.

 

As causas mais comuns das dores nos idosos são as artropatias e a dor articular em geral. Prevenção ainda é o melhor remédio. Foto: Divulgação / SBED

 

“Idosos que mantêm níveis altos de atividade física têm menor chance de desenvolver dor crônica. Exercícios físicos podem ser úteis para que o idoso tenha uma vida mais independente e funcional e também mais livre de dor. Orientações educacionais quanto à má postura e outras sobrecargas mecânicas são importantes para a prevenção da dor no sistema locomotor, que comumente é o mais acometido” afirma.

Quanto à alimentação, ela deve ser a mais saudável possível no combate às dores crônicas. “Ainda não há um consenso quanto às pesquisas sobre as propriedades anti-inflamatórias dos alimentos, mas alguns podem aumentar o processo de inflamação, como os carboidratos refinados e os alimentos industrializados, estes últimos porque tendem a conter um alto índice de gorduras não saudáveis, além de frituras, refrigerantes, margarina e carne vermelha. Outros têm propriedades anti-inflamatórias, de forma geral aqueles ricos em Ômega 3 e antioxidantes como salmão, atum, sardinha, cavalinha, nozes, amêndoas, castanhas, tomate, morango, abacate, cereja, laranja, maçã, folhas verdes como espinafre e couve, e temperos como gengibre e açafrão”, indica a médica.

Os cuidados com os idosos com quadros de dor devem incluir tratamentos especiais voltados às necessidades individuais de cada um, sempre tentando minimizar os impactos negativos da dor crônica nas atividades do dia a dia. “O cuidador tem um papel importante para promover ou proporcionar conforto e segurança necessários diante dos quadros dolorosos. As propostas devem ser pró-ativas, elaboradas em conjunto com familiares, profissionais de saúde e o próprio indivíduo, se ele for capaz”, explica a geriatra.

Para Fania Cristina Santos, as emoções têm um papel importante na percepção da dor. “A ansiedade prolongada pode aumentar a sensibilidade à dor. Analisar as emoções e procurar saná-las pode aliviar em muito o sofrimento físico, pois a melhora do conforto, a modificação do simbolismo da dor, a normalização ou a restauração das funções físicas, psíquicas e sociais dos pacientes são algumas metas a serem atingidas no tratamento de doentes com dor crônica.”, conclui.

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