Atletas refugiados competem no Rio 2016 sob a bandeira Olímpica


Sexta-feira, 10 de junho de 2016, às 13h39


É o Esporte acolhendo pessoas sob suas imensas asas que impulsionam para as vitórias. Dois judocas da República Democrática do Congo vivem no Brasil. Demais membros são da Síria, do Sudão do Sul e da Etiópia.

Rio 2016

Eles competem nos Jogos Rio 2016 com uma missão: transmitir ao mundo uma mensagem de esperança e paz. Dez atletas refugiados, cujos nomes foram revelados na última sexta-feira (3) pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), entram no estádio do Maracanã, no dia 5 de agosto, sob a bandeira Olímpica. A delegação é composta por cinco corredores do Sudão do Sul, dois nadadores da Síria, dois judocas da República Democrática do Congo e um maratonista da Etiópia.

 

Foto: Divulgação/Comitê Olímpico Internacional

Foto: Divulgação/Comitê Olímpico Internacional

 

Thomas Bach, presidente do COI, diz que a inclusão atrai a atenção do mundo para a magnitude da crise dos refugiados e envia uma mensagem. “É um sinal à comunidade internacional de que os refugiados são seres humanos como nós e fazem parte de uma sociedade enriquecedora”, afirmou. “Esses atletas refugiados mostram ao mundo que, apesar das inimagináveis tragédias enfrentadas, podem contribuir com a sociedade através de seus talentos, habilidades e a força do espírito humano”.

Os dez atletas, incluindo dois judocas congoleses que vivem no Brasil, se hospedarão na Vila Olímpica, onde receberão as boas-vindas oficias como qualquer outra delegação. O COI providenciará total suporte para quaisquer necessidades logísticas, técnicas e de treinamento.

A fundista recordista queniana Tegla Loroupe será chefe de missão do time, enquanto a brasileira Isabel Mazão será vice-chefe, indicada pela Acnur. Elas vão liderar uma equipe de cinco treinadores e cinco oficiais.

 

As atletas que competem no Rio 2016 sob a bandeira Olímpica: Yolande Bukasa Mabika (judô) natural da República Democrática do Congo – país anfitrião: Brasil; Yusra Mardini (natação) Síria–Alemanha; Anjelina Nada Lohalith (atletismo 1500m) e Rose Nathike Lokonyen (atletismo 800m) Sudão do Sul–Quênia. Fotos: Rio 2016 / Divulgação

As atletas que competem no Rio 2016 sob a bandeira Olímpica: Yolande Bukasa Mabika (judô) natural da República Democrática do Congo – país anfitrião: Brasil; Yusra Mardini (natação) Síria–Alemanha; Anjelina Nada Lohalith (atletismo 1500m) e Rose Nathike Lokonyen (atletismo 800m) Sudão do Sul–Quênia. Fotos: Rio 2016 / Divulgação

 

Numa entrevista coletiva na sede do COI, em Lausane, Suíça, Bach explicou que os atletas foram selecionados com base em dois critérios: reconhecimento do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) e credenciais esportivas. Ele deu o exemplo dos cinco corredores do Sudão do Sul que estão no campo de refugiados Kakuma, no Quênia, e foram escolhidos numa competição organizada pelo Comitê Olímpico do Quênia.

Bach afirmou que o objetivo final era ter os atletas completamente integrados em suas nações anfitriãs. Ele disse que o COI espera que um time de refugiados não seja necessário no futuro, mas deixou aberta a possibilidade de continuar nos próximos Jogos.

 

Os atletas são: Popole Misenga (judô) natural do Congo – país anfitrião: Brasil; James Byang Chiengjiek (atletismo 400m) Sudão do Sul–Quênia; Yiech Pur Biel (atletismo 800m); Rami Anis (natação) Síria–Bélgica; Paulo Amotun Lokoro (atletismo 1500m) Sudão do Sul–Quênia e Yonas Kinde (maratona) Etiópia–Luxemburgo. Foto: Rio 2016

Os atletas são: Popole Misenga (judô) natural do Congo – país anfitrião: Brasil; James Byang Chiengjiek (atletismo 400m) Sudão do Sul–Quênia; Yiech Pur Biel (atletismo 800m); Rami Anis (natação) Síria–Bélgica; Paulo Amotun Lokoro (atletismo 1500m) Sudão do Sul–Quênia e Yonas Kinde (maratona) Etiópia–Luxemburgo. Foto: Rio 2016

 

“Somos muito agradecidos às nações anfitriãs porque são elas que ajudaram os atletas, providenciaram instalações e deixaram com que eles treinassem com seus próprios times”, falou Bach. “Queremos agradecer à Alemanha, Bélgica, Brasil, Quênia e Luxemburgo por sua grande contribuição.”

Ouro em Londres 2012, Sarah Menezes está bem colocada no ranking mundial do judô (Foto:Getty Images/Alexander Hassenstein)

Ouro em Londres 2012, Sarah Menezes está bem colocada no ranking mundial do judô (Foto:Getty Images/Alexander Hassenstein)

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