Banquetes do STF: o que dizer aos jovens quanto aos valores morais?


Terça-feira | 7 de maio, 2019 | 20h05


Nos indigna saber que o órgão é a mais alta Corte do país e, portanto, seus 11 ministros têm pleno conhecimento da atual situação econômica.

Gerson Soares

Não há o que justifique tanta opulência para alguns cidadãos, mesmo sendo eles ministros do Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte do Brasil. Muito pelo contrário, por ocuparem cargos tão importantes na vida nacional, os ocupantes das 11 cadeiras vitalícias poderiam dar o exemplo e se engajar no sacrifício que a maioria dos brasileiros está fazendo.

 

Tapa na cara dos brasileiros. Ilustração: aloart

 

Deixo aqui um exemplo de caso que acompanhamos desde 2014, sobre a falta de medicamentos de alto custo em São Paulo, especialmente aqueles prescritos aos transplantados. Enquanto vemos os atuais representantes do STF brigando pelo seu direito de continuar se banqueteando às custas do dinheiro público, pessoas doentes não têm remédios para tomar e amargam filas, atrasos, falta de respostas cabíveis e um calvário que repete mensalmente, dependentes que são de um sistema imoral (saiba mais).

A juíza Solange Salgado, da 1ª Vara Federal no Distrito Federal, corajosamente suspendeu ontem (6), o edital de licitação aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para compra de refeições institucionais em atendimento de ação popular feita pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), que questionou a legalidade e moralidade da compra.

“A par de o objeto licitado no Pregão Eletrônico em comento não se inserir como necessário para a manutenção do bom e relevante funcionamento do Supremo Tribunal Federal, os itens exigidos destoam sobremaneira da realidade socioeconômico brasileira, configurando um desprestígio ao cidadão brasileiro que arduamente recolhe seus impostos para manter a máquina pública funcionando a seu benefício”, decidiu.

O STF recorreu dessa decisão e hoje (7), o desembargador Kassio Marques, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), derrubou a liminar concedida pela juíza Solange. Em sua decisão, entendeu ele que a licitação não se apresenta lesiva à moralidade administrativa (saiba mais).

Enquanto faltam remédios para os doentes que não têm recursos para comprá-los e podem morrer ou perder seus órgãos transplantados por atos de amor de outros seres humanos sobra recursos para a contratação de banquetes que serviram a 11 pessoas que possuem total condições de banquetearem-se às próprias custas e aos seus convidados.

O que dizer aos jovens, quando lhe falamos sobre valores morais?

Parque minhocão!!! Imagem: SECOM/PMSP / divulgação

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