Bolsonaro que se cuide, Doria vem aí


Domingo, 11 de novembro de 2018, às 11h28


Cavalo de Troia: Mudando de opinião como melhor lhe serve e contrariando o que afirma, Doria se tornou modelo de político profissional.

No dia 5 de novembro, ao anunciar o nome de Kassab, João Doria (PSDB) foi questionado pelos jornalistas durante a entrevista coletiva, se a indicação geraria problemas em seu governo. “A nós, obviamente, isso não gera nenhum tipo de problema, ao contrário, ele demonstrou ao longo de sua trajetória como homem público, como presidente do PSD e apoiador de primeira hora da nossa candidatura, como competente ministro, toda a sua capacidade”. Antes de encerrar, Doria ainda o qualificou como “um dos melhores articuladores políticos do país, senão o melhor”.

 

Cavalo de Troia: João Doria (PSDB), após encontro dos governadores eleitos em outubro com o futuro presidente Jair Bolsonaro (PSL): apoio às “boas propostas”. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Brasília

 

Durante os debates em que participaram os dois candidatos ao governo de São Paulo, Doria e Márcio França, este o classificava como mentiroso, por ter prometido ficar quatro anos à frente da Prefeitura e deixar o cargo 1 ano e três depois, durante um desses encontros: “Fiquei um ano e cinco meses”, corrigiu. Antes, durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo, Doria afirmava que não era político profissional e sim empresário, prometendo realizar em quatro anos algo que o faria ser lembrado, como se tivesse chefiado a Prefeitura por oito anos. Contrariando tudo o que disse, o futuro governador da locomotiva paulista, demonstra claramente que se tornou aquilo que negava: um político profissional. França sabia o que estava dizendo.

As aspirações do ex-apresentador de televisão e empresário fundador do grupo Lide, não devem parar enquanto ele não atingir o auge, ou seja, a presidência da República. Após o encontro dos governadores eleitos com Bolsonaro, na quarta-feira (7), mandou seu recado, dizendo que o apoiará em nome da governabilidade e das “boas propostas” e que o PSDB de São Paulo não ficará mais em cima do muro. O governo do mais poderoso Estado da União será mais um trampolim para o Palácio do Planalto, pena que terá de esperar quatro anos. Bolsonaro que se cuide.

Gerson Soares, com informações do G1 e Uol.

Candidatos ao governo de São Paulo: João Doria e Marcio França. Foto: Agência Brasil e Marcos Corrêa/PR

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