Terça-feira, 6 de junho de 2016, às 10h46


É senso comum a importância de atividade física para manter o corpo em pleno funcionamento – mas você sabia que o mesmo vale para o seu cérebro? Pois é, exercitar a massa cinzenta é um fator primordial para evitar doenças, sobretudo as neurodegenerativas, como o Alzheimer. Medidas simples que devem ser realizadas de forma contínua, por toda a vida, é a chave para o sucesso.

“Todos envelhecemos e, concomitantemente a este processo, sofremos alterações cerebrais, assim como em todo o organismo. Ocorre diferença no desempenho de diversas tarefas, ainda mais se comparamos o idoso ao jovem, por exemplo. Não somente, devem-se controlar doenças, como diabetes, hipertensão e problemas cardiovasculares, para manter a saúde mental”, afirma Sonia Brucki, membro do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).

 

Imagem: divulgação / ABN. Ilustração: aloart

Imagem: divulgação / ABN. Ilustração: aloart

 

Boa alimentação, exercício físico, atividade mental constante e manutenção de rede social ampla e variada acarretam em benefícios ao funcionamento cerebral em qualquer faixa etária, principalmente na população mais velha, de acordo com a especialista. “Desde o nascimento, o desenvolvimento é influenciado pela alimentação, operações intelectuais, estimulação cognitiva, nível de leitura, carreira profissional e até mesmo doenças, além da nossa trajetória de vida”, explica.

Alzheimer

O Alzheimer, doença neurodegenerativa que acomete 44 milhões de pessoas em todo o planeta, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), é um dos problemas que pode ser prevenido por meio de estimulação cognitiva. Provocando declínio das funções intelectuais, diminui a capacidade de trabalhar e de realizar adequadamente atividades rotineiras. Afeta primeiramente a memória recente – com a passar do tempo, os déficits aumentam e atinge a capacidade de orientação, compreensão e atenção.

Ações que melhoram a qualidade de vida são essenciais para diminuir a ação da enfermidade, em particular, e proteger a saúde mental, em geral. “Tratar os fatores cardiovasculares e os problemas de humor e depressão; elevar convívio social; praticar atividade física rotineira, pelo menos 150 minutos semanais; e dieta saudável, com pouca carne vermelha e carboidrato, e bastante peixe, legumes, frutas e verduras são alguns hábitos que amenizam a doença”, conta a especialista.

O tratamento a base de remédios visa amenizar e retardar os efeitos da doença, a fim de corrigir o desequilíbrio químico do cérebro. Os sintomas psicológicos e comportamentais são tratados com remédios específicos e controlados, indicados para o controle da agitação, agressividade, alteração do sono, ansiedade, depressão, apatia, alucinações e delírios.

“Métodos alternativos são empregados para melhorar a qualidade de vida do paciente, com terapias ocupacionais, fisioterapia e fonoaudiologia. É importante manter o contato social com amigos e familiares, além de atividades de estimulação cognitiva, que favorecem a funcionalidade do cérebro”, conclui.

Mulheres de todas as idades terão assuntos de seu interesse de acordo com a pauta da palestra. Foto ilustrativa: Slawa Gu / Stock Photos

Mulheres de todas as idades terão assuntos de seu interesse de acordo com a pauta da palestra neste dia 8 de março. Foto ilustrativa: Slawa Gu / Getty Images

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