Corrupção, basta! BNDES: outra caixa preta se abre, vídeo


Sábado | 1º de junho, 2019 | 12h42


Depois do fracasso da CPI do BNDES criada em 2015, volta com força e apoio essencial da Presidência da República e do próprio presidente do banco, Joaquim Levy, uma CPI sobre o BNDES.

Gerson Soares

Mais robusta, a nova CPI do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) têm pessoas empenhadas em desvendar os mistérios e abrir definitivamente, talvez a caixa [mais] preta da corrupção brasileira. Durante café da manhã com parlamentares da bancada feminina, nesta quinta-feira (30), o presidente Jair Bolsonaro mandou um recado: “Parabéns a vocês, integrantes desta CPI. O presidente do BNDES, Joaquim Levy, está à disposição de vocês. O que foi acertado com ele via Paulo Guedes, é que o BNDES fique completamente transparente. Nada é para ficar escondido no BNDES. Vocês têm o direito e, da minha parte, o dever de colaborar para que tudo seja exposto à opinião pública e que cada um pague pelos seus feitos”, afiançou o líder brasileiro. Às custas da ilusão de que o país surfava em marolas, enquanto o mundo experimentava dura crise econômica mundial, sobejando companhias campeãs nacionais (como o grupo JBS e empreiteiras) e ao mesmo tempo assistindo a derrocada da indústria e do comércio nacional que gerava desempregos ano após ano, chegando a beirar os 14 milhões de desempregados no final de 2018, o BNDES foi usado para interesses que agora estão sendo apurados.

 

Mesa que dirigiu os trabalhados de instalação da CPI do BNDES no dia 27 de março - presidente Vanderlei Macris (C), relator Altineu Côrtes (D) e a 1ª vice-presidente Paula Belmonte (E): “A gente pretende fazer um trabalho dedicado, sem coloração partidária, mas nós não podemos deixar que esse prejuízo que foi causado à população brasileira passe em branco”, prometeu o relator. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

 

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do BNDES foi instalada no dia 27 de março deste ano e já apresenta os primeiros resultados. O presidente é o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), tendo como relator o deputado Altineu Côrtes (PR-RJ). Membro atuante, a 1ª vice-presidente da CPI, deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), concedeu entrevista ao programa Palavra Aberta da TV e Rádio Câmara e fez revelações estarrecedoras para a maioria do público. No entanto, não causam tanto espanto assim para quem acompanha a evolução da corrupção no Brasil, mas esclarece com fatos notórios como se desviava o suado dinheiro do povo brasileiro. Via financiamento do banco que deveria auxiliar principalmente o desenvolvimento das pequenas, micros e médias empresas brasileiras – as maiores geradoras de empregos –, através da prevaricação de agentes públicos, junto a eles, grandes corporações montaram um esquema de corrupção tão complexo que 5 anos depois ainda surpreende as equipes de experts da Polícia Federal, Ministério Público e Procuradoria-geral da República. Se o Mensalão foi um peixe grande e o Petrolão um tubarão branco, as enigmáticas operações do BNDES entre os anos 2003 e 2015 – período que está sendo investigado pela CPI – é uma grande baleia azul.

 

CPI do BNDES, desenho elaborado pela equipe de criação do Alô Tatuapé, em 7 de agosto de 2015 para simbolizar o tamanho do prejuízo aos cofres públicos, ainda é válido. Ilustração: aloart

 

Notadamente nesse período que está sendo investigado, o Brasil foi governado pelo PT e seus aliados, mas espantosamente o esquema de corrupção envolveu também aqueles que se diziam seus opositores, como o PSDB. O PT lidera a oposição ao governo Bolsonaro e continua afirmando que defende os interesses do povo brasileiro. Grande parte dos bilhões de dólares desviados do BNDES foi remetida para Cuba, Venezuela e países africanos, quando o Brasil precisava de recursos. “No café da manhã proporcionado pela Presidência da República para a bancada feminina, o presidente falou que vamos abrir esta caixa preta do BNDES”, relatou Paula Belmonte. Seguindo os principais desdobramentos da Operação Lava Jato desde o início em março de 2014, antes mesmo da operação já conversávamos com o presidente do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o falecido deputado Ricardo Izar, que condenou os envolvidos no Mensalão, escândalo que praticamente instigou autoridades no sentido de investigar com mais profundidade a corrupção no país.

Mentiras são ditas abertas e descaradamente no Congresso Nacional por quem não admite o fim do maior sistema corrupto de que o mundo tem notícia, mas sua sobrevivência é uma questão de tempo, até que toda a população entenda com quem está a verdade. Assista ao vídeo e a entrevista da deputada Paula Belmonte à TV Câmara.

 


Deputada faz revelações estarrecedoras sobre a 'Caixa-preta' do BNDES e CPI - Paula Belmonte

Publicado em 31 de mai de 2019
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Há dois anos, no dia 24 de maio de 2017, já publicávamos um artigo intitulado “Corrupção, basta!”, que narrava vários episódios dessa tragédia brasileira. Desde o dia 1º de janeiro de 2019, uma força totalmente contrária à corrupção cresce diariamente na composição e nas decisões do Congresso Nacional, apoiando o presidente Bolsonaro e sua equipe, que não se cansam de reafirmar que resistirão às pressões pela continuidade do Brasil sem vergonha e querem devolvê-lo à dignidade, ao seu merecido lugar de destaque. Apesar de parte da imprensa trabalhar a favor da oposição e contra as aspirações nacionais, a população brasileira demonstra a todo momento que apoia o novo governo, fato que deixou claro no último domingo (26) quando milhões foram às ruas para apoiar as medidas propostas.

Domingo, 26 de maio na Barra da Tijuca-RJ – Presidente fala durante o culto, tendo ao seu lado a esposa Michelle Bolsonaro e o pastor Valandro Júnior, da Igreja Batista Atitude: “Hoje, por coincidência, é um dia em que o povo está indo às ruas não para defender o presidente, um político ou quem quer que seja. Ele está indo para defender o futuro desta nação, uma manifestação espontânea com uma pauta definida, com respeito às leis e às instituições, mas com firme propósito de dar um recado àqueles que teimam, por velhas práticas, não deixar que esse povo se liberte”. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

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