COVID-19: Brasil avança em parceria para produzir vacina, vídeo


Sábado | 27 de junho, 2020 | 19h08


A boa notícia foi dada pelo secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco. Ele anunciou no início da tarde de hoje que o País poderá ter uma vacina em dezembro, caso os ensaios clínicos da Universidade de Oxford comprovem a eficiência na imunização de seres humanos.

Gerson Soares

Estamos acompanhando o progresso dos cientistas da Universidade de Oxford quanto à produção de uma vacina contra a COVID-19 desde o dia 24 de abril, quando as suas primeiras pessoas foram selecionadas. Na verdade, os ensaios clínicos começaram em março e no dia 2 de junho, teve início a Fase III dos testes. Naquela mesma data, 2.000 paulistas e 1.000 cariocas, num total de 3.000 brasileiros foram selecionados e passaram a integrar os grupos a serem vacinados.

 

Oxford está na vanguarda das pesquisas para uma vacina contra o coronavírus. Imagem: Divulgação / Universidade de Oxford

 

Leia sobre o início dos testes no Reino Unido

Denominada com a mesma sigla da doença, COVID-19, a vacina de Oxford traz esperança para o planeta e deverá ser distribuída sem fins lucrativos durante a pandemia. Um acordo entre a universidade, o laboratório AstraZeneca e o governo do Reino Unido garante que “será disponibilizada de maneira ampla e equitativa, inclusive para países de baixa e média renda”.

Nesta quinta-feira, o Duque de Cambridge visitou o Centro de Vacinas de Oxford da universidade e foi informado sobre o trabalho desenvolvido pela equipe de cientistas através da professora de vacinologia Sarah Gilbert, do Instituto Jenner, que desenvolveu a vacina, e pelo professor Andrew Pollard, professor de infecção e imunidade pediátrica da Universidade de Oxford, que lidera a equipe de ensaios clínicos.

 

Nesta semana começaram os testes dos grupos selecionados no Brasil e África do Sul. Foto: divulgação / Universidade de Oxford

 

Leia sobre o início dos testes no Brasil

“Foi uma grande honra receber Sua Alteza Real, o Duque de Cambridge, no Oxford Vaccine Centre, na Universidade de Oxford, e descrever o trabalho que está em andamento para desenvolver e testar uma vacina eficaz contra a ameaça global que é o coronavírus. Ficamos encantados no momento em que agradeceu aos voluntários que se ofereceram para participar dessa importante pesquisa, pelas suas palavras de elogio não apenas àqueles que ele conheceu hoje, mas a todos da nossa equipe que deram sua contribuição para esse importante trabalho e estão trabalhando em caráter de urgência por vários meses, dando um verdadeiro impulso sem precedentes, à medida que continuamos a enfrentar esse desafio atual e premente”, disse o professor e pesquisador-chefe do Oxford Vaccine Trial, Andrew Pollard, após a visita real.

 

Sua Alteza, o Duque de Cambridge, em visita ao Oxford Vaccine Centre para conhecer as equipes que estão se empenhando para produzir a vacina contra o coronavírus. Foto: Divulgação / Universidade de Oxford

 

Parceria entre o Brasil e o Reino Unido

De acordo com a Universidade de Oxford, os ensaios começaram no dia 23 de abril, com 10 mil pessoas em todo o Reino Unido, cujo objetivo era avaliar se o tratamento teria potencial de sucesso. Nesta semana começaram os testes no Brasil e na África do Sul.

O governo britânico forneceu 84 milhões de libras à universidade para que os cientistas pudessem desenvolver e fabricar a vacina contra o coronavírus. Agora o Brasil também faz um gesto significativo assumindo parte desse risco no país em parceria com os britânicos, conforme informou o secretário executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, no início da tarde deste sábado (27).

O acordo entre os dois países prevê a produção de 100 milhões de doses de vacina no Brasil, através da aquisição de insumos e transferência de tecnologia.

Saiba mais sobre os avanços nas pesquisas da Universidade de Oxford

Caso seja comprovada a eficácia do tratamento, dois lotes, de 15,2 milhões de unidades cada, serão disponibilizados em dezembro de 2020 e janeiro de 2021, ao custo de US$ 127 milhões. Os primeiros lotes serão destinados aos grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades, além de profissionais de saúde e trabalhadores da segurança pública. O Brasil poderá ainda contar com mais 70 milhões de doses, por cerca de US$ 160 milhões, durante a pandemia.

Vacina contra a Covid-19

27.06.2020
Ministério da Saúde anuncia parceria para o desenvolvimento e produção de vacina contra a Covid-19.
 
TV BrasilGov

Em Oxfordshire, os dois primeiros voluntários ingleses participam de testes da vacina contra o coronavírus. Imagem: divulgação / UO

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